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50% dos britânicos querem novo plebiscito sobre Brexit

30/07/2018 13h17

LONDRES, 30 JUL (ANSA) - Uma pesquisa indica que 50% dos britânicos são a favor da realização de um novo plebiscito sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, chamada de Brexit. A data prevista para a ruptura, que está sendo negociada pelas duas partes, é o dia 29 de março de 2019.   

O estudo apontou que 40% dos eleitores são contra a nova votação e 10% estão indecisos. Quando questionados entre as três possibilidades em questão, 48% se declararam a favor da permanência no bloco, 27% preferem a ruptura sem nenhum acordo e 13% optariam pela saída negociada, nos modelos propostos pela primeira-ministra Theresa May. O governo apresentou um plano para criar uma zona de livre comércio com a UE, para bens industriais e agrícolas e baseada em "regras comuns", o que seria uma espécie de proposta intermediária.   

Para 65% dos entrevistados, entre eles uma maioria que votou a favor do Brexit em junho de 2016, o resultado da saída será negativo para o país. Para 78%, o governo May não está fazendo um bom trabalho nas negociações com Bruxelas, e 74% não aprovam o trabalho da premier em geral. Sobre o impacto direto do Brexit na vida do cidadão, 42% acreditam em um efeito negativo, 18% acham que a saída não vai afetar a vida pessoal e 31% creem em consequências positivas.   

O governo de Theresa May, por meio de seu porta-voz, afirmou nesta segunda-feira (30) que "sob nenhuma circunstância" será realizado um novo plebiscito, segundo noticia o site da Sky News britânica.   

A pesquisa entrevistou 1466 clientes da Sky pela internet, entre os dias 20 e 23 de julho. Se houver acordo com Bruxelas, o Brexit entrará em vigor em 29 de março de 2019, mas com um período de transição até 31 de dezembro de 2020. Por outro lado, se não houver concordância, a ruptura será total e imediata a partir do próximo dia 30 de março.   

O plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE foi realizado em junho de 2016, com 52% dos eleitores votando a favor da ruptura e 48% contra. (ANSA)
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