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Zimbábue vai às urnas em primeira eleição pós-Mugabe

30/07/2018 12h31

HARARE, 30 JUL (ANSA) - O Zimbábue vai às urnas nesta segunda-feira (30) para suas primeiras eleições presidenciais sem a sombra de Robert Mugabe, que governou o país desde sua independência, em 1980, até ser derrubado, em novembro de 2017.   

Cerca de 5,5 milhões de pessoas estão registradas para votar, e os dois principais candidatos são o atual presidente Emmerson Mnangagwa, 75, ex-vice de Mugabe, e o pastor Nelson Chamisa, 40, que assumiu a liderança da oposição após a morte de Morgan Tsvangirai, em fevereiro de 2018.   

Longas filas se formaram em diversos colégios eleitorais, mostrando o interesse da população em participar do processo, mas Chamisa já denunciou irregularidades, incluindo "tentativas deliberadas" de atrasar a votação para "minar" seu apoio. Até aqui, no entanto, as eleições ocorrem de forma pacífica.   

O próprio Mugabe, 94 anos, fez questão de se dirigir às urnas, um dia após ter dito que não votaria "naqueles que tomaram o poder ilegalmente". O ex-presidente foi recebido de maneira calorosa ao chegar em seu colégio eleitoral, apesar de ter deixado atrás de si um regime opressivo e marcado pelo fracasso econômico.   

Mnangagwa, por sua vez, prometeu um processo eleitoral confiável e espera obter legitimidade internacional e investimentos para seu país, que fica no sul da África. A Comissão Eleitoral do Zimbábue, acusada de arquitetar pleitos fraudulentos em prol de Mugabe no passado, também garantiu uma votação livre e justa.   

Ao todo, são mais de 20 candidatos a presidente e quase 130 partidos. Se nenhum deles obtiver maioria absoluta dos votos, haverá um segundo turno em 8 de setembro.   

Mugabe foi derrubado em novembro de 2017, em meio a uma disputa interna por poder em seu partido, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), que apoiava seu impeachment.   

A ala guiada por Mnangagwa, então vice-presidente, acusava Mugabe de tentar passar o poder para sua esposa, Grace, e de fazer um expurgo no governo. A manobra contra o presidente contou com o apoio das ruas, descontentes com a crise econômica enfrentada pelo país e as décadas de opressão. (ANSA)
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