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Debate de presidenciáveis tem ataques a Haddad no Brasil

21/09/2018 13h04

SÃO PAULO, 21 AGO (ANSA) - Os candidatos à Presidência da República no Brasil confrontaram suas propostas no quarto debate televisivo realizado na última quinta-feira (20) pela TV Aparecida, no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. O debate foi organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).   


Compareceram ao evento os presidenciáveis Alvaro Dias (Podemos), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, não pôde participar, pois se recupera de um ataque a faca no último dia 6, em um ato de campanha em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.   


Esta foi a primeira vez que o candidato do PT, Fernando Haddad, participou de um debate desde o início da campanha. O ex-prefeito de São Paulo assumiu a cabeça da chapa após a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na lei da Ficha Limpa, que proíbe condenados por órgãos colegiados de concorrerem a cargos públicos. Desde abril, Lula está preso em Curitiba pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.   


O petista foi o principal alvo de ataques dos adversários, que fizeram questionamentos sobre os casos de corrupção ocorridos principalmente durante o governo de Dilma Rousseff (2011-2016) que sofreu impeachment pelo caso das "pedaladas fiscais".   


O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin foi questionado por Haddad sobre o apoio à Reforma Trabalhista e a emenda do Teto dos Gastos, que foi aprovada pelo governo de Michel Temer, com o apoio do PSDB. Haddad prometeu revogar as medidas caso seja eleito.   


"Não precisaria a PEC do teto se não fosse o vale-tudo do PT, que não tem limites para ganhar a eleição. São 13 milhões de desempregados, herança da Dilma e do PT. Quebraram o Brasil. O petrolão foi o maior escândalo do mundo" disse Alckmin.   


"Quem se uniu a Temer para trair Dilma foi o PSDB. Ele que colocou o Temer com um programa totalmente contrário ao que foi aprovado nas urnas. Tasso Jereissati [ex-presidente do PSDB] assumiu que o PSDB sabotou o governo desde a reeleição", respondeu Haddad.   


Alvaro Dias, do Podemos, afirmou que o PT "distribuiu a pobreza para todos e a riqueza para alguns", crítica corroborada por Henrique Meirelles, do MDB, que foi presidente do Banco Central e ministro da Fazenda nos governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016). "Estamos vivendo o momento em que o Brasil saiu do fundo do poço, mas ainda tem milhões de desempregados", declarou.   


O candidato do PDT, Ciro Gomes, por outro lado, tratou Haddad como "amigo", mas não poupou críticas ao governo do PT, destacando que, em 14 anos, o partido não conseguiu aprovar a Reforma Tributária.   


As últimas pesquisas de intenção de voto apontam crescimento do candidato petista, que ocupa a segunda posição, com 16% das intenções de voto, ficando atrás somente de Jair Bolsonaro, que tem 28%.   


O próximo debate entre os candidatos está previsto para o próximo dia 26 e será realizado pelo canal de televisão brasileiro "SBT", o jornal "Folha de S. Paulo" e o site de notícias "UOL". (ANSA)
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