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Salvini denunciará embarcações que 'ajudam' imigração ilegal

23/09/2018 10h10

ROMA, 23 SET (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, disse neste domingo (23) que vai denunciar todas as embarcações que ajudam a recuperar imigrantes no mar Mediterrâneo, pois estão "favorecendo" a imigração legal, além de ajudar o tráfico de pessoas "Vou denunciar aqueles que ajudam contrabandistas para contribuir na imigração ilegal. Nas últimas horas, os traficantes voltaram a trabalhar, enchendo pequenos barcos e se aproveitando da colaboração de algumas ONGs", afirmou o vice-primeiro-ministro italiano.   

Salvini fez referência à SOS Méditerranéé, Médicos Sem Fronteiras e, principalmente, ao navio "Aquarius 2" que "recuperou recentemente 50 pessoas na costa de Zuara [na Líbia]", e, segundo ele, outros dois botes, com 100 imigrantes a bordo, estariam em navegação. Na última quinta-feira (20), a embarcação Aquarius, que apesar da possível revogação da bandeira do Panamá continua operando, fez um resgate de 11 deslocados no Mediterrâneo e, desde então, aguarda para atracar no porto italiano e desembarcá-los. O navio Aquarius 2 tem dificultado o trabalho da guarda costeira da Líbia, ignorando as indicações, porque "é ilegal e não respeita os procedimentos", informou Salvini.   

O ministro do Interior ainda afirmou que após o "caso Diciotti", quando o governo decidiu impedir o desembarque de 177 migrantes - a maioria eritreus - no porto da Catânia, deixando-os dentro do navio por cinco dias, "as saídas desde a Líbia tinham sido canceladas".   

Segundo o líder do partido ultranacionalista Liga Norte, eles podem mudar de nome, mas "para estes senhores, os portos italianos seguirão fechados". Processo Desde que assumiu o governo, Salvini tenta endurecer as políticas de imigração na Itália. O ministro está sendo investigado pelo crime de sequestro agravado de pessoas, devido às proibições aos desembarques de imigrantes no país.   

O caso é investigado pela Procuradoria de Palermo, que alega que a ação se refere, principalmente, por ele ter negado o desembarque dos imigrantes socorridos pelo navio "Diciotti", um guarda-costeiro italiano, em 15 de agosto. (ANSA)
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