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Salvini é comparado a Pôncio Pilatos por ministra da França

26/09/2018 20h33

ROMA, 26 SET (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, foi acusado nesta quarta-feira (26) pela ministra francesa de Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, de se comportar como "Pôncio Pilatos" em relação ao acolhimento de imigrantes.   

"O senhor Salvini, hoje, é como Pôncio Pilatos. É obsceno.   

Quando há pessoas que se arriscam a se afogar, ele prefere procurar outro lugar", disse a ministra francesa à rádio francesa "RTL", se referindo ao guarda romano que lavou as mãos sobre o destino de Jesus Cristo.   

"A lei internacional já foi violada há meses, e atualmente a lei da selva está em vigor no Mediterrâneo, com os contrabandistas que conscientemente mandam para o naufrágio os migrantes e requerentes de asilo a bordo de barcos incapazes de suportar tais cruzamentos, para chegar aos portos mais próximos, que são os portos italianos, porque eles foram fechados devido à decisão de um homem, Matteo Salvini", ressaltou.   

Posteriormente, Loiseau também reiterou que a França tem feito sua parte na recepção de refugiados por meses, coordenando as operações para a sua realocação entre os vários países europeus.   

"No ano passado, cerca de 100 mil pedidos foram recebidos na França. Eu venho dizendo que desde junho, a França é o país que sempre assumiu o controle de sua parcela de migrantes toda vez que os navios da ONG chegam na costa da Europa, além de ser o país que recebe mais rapidamente", acrescentou a ministra francesa. A polêmica foi gerada depois que a Itália proibiu o navio Aquarius de atracar para desembarcar mais de 50 imigrantes recuperados no Mar Mediterrâneo. Desta forma, França, Portugal, Espanha e Alemanha concordaram em receber os deslocados. Hoje cedo, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a Itália "decidiu não seguir mais a lei internacional, em particular a lei marítima humanitária". Desde que assumiu o governo da Itália, Salvini tem defendido o endurecimento das políticas imigratórias no país. (ANSA)
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