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Trump anuncia sanções a Irã e ameaça UE

26/09/2018 13h10

NOVA YORK, 26 SET (ANSA) - O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (26) o regime iraniano, dizendo que "não devemos jamais permitir que um regime como o do Irã tenha armas nucleares". Ele ainda anunciou que novas sanções "estarão com toda a força no início de novembro" contra o país persa e que espera que a União Europeia se comporte "muito bem" no cumprimento das medidas punitivas.   

O magnata republicano fez ameaças aos países que tentarem driblar as sanções impostas a Teerã, especialmente os membros da União Europeia. "Quem não respeitar as sanções sofrerá sérias consequências", advertiu.   

Na última segunda-feira (25), a chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, afirmou que o bloco estaria trabalhando para criar uma entidade legal que compraria petróleo e realizaria outras operações comerciais com Teerã, o que violaria as sanções impostas pelos Estados Unidos desde agosto.   

"A carneficina provocada pelo regime da Síria só é possível porque Rússia e Irã permitiram", acrescentou Trump, em referência ao apoio dos países ao regime de Bashar Al Asad, que também é combatido pelo governo do republicano. Esta é a primeira vez que Trump preside o Conselho de Segurança das Nações Unidas e as declarações desta terça-feira (26) renderam críticas do presidente francês, Emmanuel Macron.   

"A questão do Irã não se resolve com uma política de sanções e isolamento", disse Macron, que fez um apelo para que os países-membros do Conselho de Segurança permaneçam unidos.   

"Não estou de acordo com o método seguido pelo presidente Donald Trump com relação ao Irã. Devemos ter uma estratégia comum de longo prazo que garanta a estabilidade na região. As bases para novas negociações já existem", disse o francês, referindo-se ao acordo nuclear firmado por Barack Obama em 2015, junto com outras potências mundiais como Reino unido, França, Alemanha e Rússia, que se opuseram à saída dos Estados Unidos. Donald Trump classificou o acordo como um "desastre" e retomou sanções econômicas ao Irã no último mês de agosto. (ANSA)
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