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Na ONU, Netanyahu acusa Irã de esconder depósito nuclear

28/09/2018 12h58

NOVA YORK, 28 SET (ANSA) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quinta-feira (27), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o Irã de ter "um depósito de material nuclear" escondido em um armazém em Teerã, capital do país persa.   

Com a acusação, Netanyahu tenta provar que o Irã não abandonou totalmente seu programa de armas nucleares, o que iria de encontro ao acordo firmado por potências mundiais em 2015 e abandonado pelos Estados Unidos neste ano.   

"Hoje estou revelando pela primeira vez que o Irã tem outra instalação secreta em Teerã, um armazém atômico para estocar quantidades enormes de equipamento e material de seu programa de armas secreto", disse Netanyahu em seu discurso.   

Para fortalecer seu argumento, o premier israelense mostrou fotos do local onde o Irã estaria escondendo materiais nucleares, o endereço do depósito e suas coordenadas geográficas. "Desde que invadimos o arquivo deles, eles vêm tentando limpar o local. No mês passado, eles retiraram 15 quilos de material radioativo de lá. Sabe o que fizeram com isso? Espalharam por Teerã, para esconder as provas", afirmou Netanyahu.   

O primeiro-ministro ainda pediu para que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) faça uma inspeção no local. Segundo Netanyahu, a entidade não terá dificuldade de encontrar provas, já que o depósito teria "pelo menos 15 contêineres gigantescos cheios de materiais nucleares".   

O chefe de governo israelense ainda criticou os países que continuam no tratado nuclear com o Irã. Os Estados Unidos, por sua vez, decidiram abandonar o acordo em maio, por decisão do presidente Donald Trump. "Nenhum show poderá dissimular o fato de que Israel é o único regime em nossa região com um programa de armas nucleares 'secreto' e 'não declarado'", rebateu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif.   

Já a emissora de televisão estatal iraniana afirmou que as acusações de Netanyahu são "ridículas". (ANSA)
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