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Vítimas de tiroteio em sinagoga nos EUA são identificadas

28/10/2018 15h12

NOVA YORK, 28 OUT (ANSA) - As autoridades norte-americanas identificaram neste domingo (28) as vítimas do ataque deste sábado contra a sinagoga de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que deixou 11 mortos e seis feridos. De acordo com as autoridades locais, as idades das vítimas variam de 54 a 97 anos. A lista inclui um casal de idosos e dois irmãos. "Após um trabalho difícil dos legistas, as 11 vítimas foram identificadas e notificamos as famílias", afirmou Robert Jones, agente do FBI que comanda a investigação.   

Os nomes das vítimas são: Joyce Fienberg , 75; Richard Gottfried, 65 anos; Rose Mallinger, 97;Jerry Rabinowitz , 66 anos; Cecil Rosenthal, 59; David Rosenthal, 54, irmão de Cecil; Bernice Simon , 84; Sylvan Simon, 86, marido de Bernice; Daniel Stein, 71; Melvin Wax, 88; Irving Younger, 69.   

O suspeito de cometer o crime é Robert Bowers, 46, que está sob custódia. Ele enfrentará 29 acusações criminais, incluindo crime de ódio, pelo que se acredita ser o pior ataque antissemita da história recente dos Estados Unidos.   

O secretário de Justiça, Jeff Sessions, disse que procuradores federais poderiam pedir a pena de morte do atirador, que deve se apresentar perante um tribunal na tarde de segunda-feira (29).   

Bowers está no hospital Mercy Hospital porque ficou ferido no confronto com a polícia. Durante o ataque, ele carregava um fuzil AR-15 e revólveres. De acordo com relatos de testemunhas, o suspeito entrou no prédio gritando: "todos os judeus devem morrer".   

O prefeito de Pittsburgh, Bill Peduto, prestou solidariedade às famílias das vítimas. "Nós estaremos aqui para ajudá-los neste horrível episódio - o dia mais sombrio da história de Pittsburgh. Nós, como sociedade, somos melhores do que isso, sabemos que o ódio jamais vencerá".   

O caso está sendo investigado pelo FBI, que informou que Bowers não tinha ficha na polícia. No entanto, as autoridades suspeitam que ele seja o autor de uma série de publicações antissemitas na internet, em especial no site Gab, onde são escritas teorias da conspiração.   

O presidente Donald Trump definiu o ataque como "um ato perverso de assassinato em massa". (ANSA)
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