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Astronauta assumirá Ciência e Tecnologia no Brasil

31/10/2018 14h28

SÃO PAULO, 31 OUT (ANSA) - O tenente-coronel da reserva da Aeronáutica e primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e assumirá o Ministério da Ciência e Tecnologia do novo governo.   


"Comunico que o tenente-coronel e astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia. É o quarto ministro confirmado!", escreveu Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (31), em seu perfil no Twitter.   


"Ciência e tecnologia, como vocês sabem, vocês têm acompanhado, ele [Bolsonaro] tem falado sempre sobre o meu nome mais ou menos como 'posto Ipiranga' de ciência e tecnologia. E agora só falta o anúncio oficial realmente da minha indicação para ministro de Ciência e Tecnologia", disse o astronauta, em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira (31).   


"Queremos aproximar a tecnologia do dia a dia das pessoas. Vemos tecnologia em todos os lugares e podemos usá-la para melhorar a situação da seca do Nordeste, por exemplo", declarou.   


O militar é de Bauru, no interior de São Paulo e tem 55 anos. Em 1981, iniciou sua carreira militar na Força Aérea Brasileira (FAB) e ainda se formou em engenharia pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Em 1998, ingressou na Agência Espacial Brasileira (AEB) e foi escolhido para representar o país na Nasa, a Agência Espacial Norte-americana. Pontes foi enviado pelo governo brasileiro à estação espacial internacional em 2006, em missão de dez dias que custou R$ 10 milhões ao governo federal e foi realizada em parceria com a Rússia.   


Após regressar da viagem, o militar foi transferido para a reserva e passou a dedicar-se a palestras, livros, publicidade e a uma fundação que leva seu nome, estimulando jovens que tenham interesse nas carreiras ligadas à ciência e tecnologia.   


Em 2014, o astronauta se filiou ao PSB e tentou uma vaga no Congresso, sem sucesso. Nas últimas eleições, ele foi o primeiro suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP), na chapa que foi eleita com 25% dos votos.   


Além da Ciência e Tecnologia, Bolsonaro já definiu outros três nomes para seu gabinete. Paulo Guedes será o titular da Economia, pasta que reunirá os atuais Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio; Onyx Lorenzoni será o ministro da Casa Civil e o General Augusto Heleno ocupará o Ministério da Defesa.   


A equipe de Bolsonaro também anunciou nesta terça-feira (30) a junção dos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, cumprindo proposta de campanha. O principal cotado para assumir a pasta é o pecuarista Luiz Antonio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista. O novo governo pretende reduzir para 15 os atuais 29 ministérios. (ANSA)
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