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Enel quer investir 4 bilhões de euros no Brasil até 2021

21/11/2018 18h52

MILÃO, 21 NOV (ANSA) - A empresa italiana de energia Enel anunciou nesta terça-feira (20) que prevê investir pelo menos 4 bilhões de euros no Brasil entre 2019 e 2021, segundo o plano estratégico da companhia.   

O valor total investido no Brasil será destinado para distribuição de energia (2,2 bilhões de euros); geração de fontes renováveis de energia (1,6 bilhão de euros); e serviços e soluções de energia (200 milhões de euros).   

A Enel também revelou que deverá investir aproximadamente 750 milhões de euros na Eletropaulo. A informação foi confirmada pelo diretor financeiro da italiana, Alberto De Paoli. A companhia se tornou o maior grupo de distribuição de energia do Brasil depois de adquirir a Eletropaulo, que tem 17 milhões de clientes, no primeiro semestre deste ano pelo valor de R$5,5 bilhões. A expectativa do presidente mundial da Enel, Francesco Starace, é se concentrar na reestruturação e modernização da distribuidora paulista.   

De acordo com o plano estratégico, do ponto de vista global, a Enel elevou sua intenção de gastos nos próximos três anos para 27,5 bilhões de euros, um aumento de 12% em relação ao ano plano anterior.   

Ao todo, 42% da quantia será destinada ao setor de fontes renováveis; 40% para distribuição de energia; 9% para a geração termelétrica; 5% para o varejo; 4% para o desenvolvimento da Enel X; Do período entre 2018 e 2021, é estimado um crescimento de 6% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) a partir de fontes renováveis. Segundo a companhia italiana, a expectativa é de que em 2021, 62% da energia produzida pelo grupo Enel será de fontes com zero emissões de gases, contra os 48% em 2018. A Enel ainda espera o aumento da capacidade renovável durante o período do plano, que deve ser igual ou maior que 11,6 GW. Além de líder em produção de energia solar e eólica no Brasil, a empresa italiana controla o fornecimento em São Paulo, e opera a Ampla, no Rio de Janeiro, e a Coelce, no Ceará. (ANSA)
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