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Trump diz que CIA não culpou Salman por morte de Khashoggi

23/11/2018 15h25

WASHINGTON, 23 NOV (ANSA) - O presidente norte-americano, Donald Trump, ignorou nesta quinta-feira (22) a conclusão da Agência Central de Inteligência do país (CIA), de que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad Bin Salman, foi o mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, no último dia 2 de outubro.   

"Eu odeio o que foi feito, o acobertamento e eu te asseguro que o príncipe herdeiro odeia mais do que eu. A CIA aponta para os dois lados e, como eu disse, talvez ele [o príncipe Salman] mandou, talvez não. Mas eu digo fortemente que ele é um importante aliado e, se nós seguirmos certos padrões, não vamos mais ter aliados em quase nenhum país no mundo", afirmou o mandatário.   

"Talvez o mundo deva ser responsabilizado por ser um lugar muito cruel", disse Trump. Congressistas de oposição a e autoridades internacionais acusam Trump de ignorar os direitos humanos e aliviar o tom com os sauditas por razões econômicas.   

"Minha política é muito simples: os Estados Unidos em primeiro lugar, manter o país grande novamente e é isso que eu estou fazendo", declarou o presidente, que disse que não vai impor sanções ao príncipe herdeiro. Tanto Mohmamad Bin Salman, quanto seu pai, o rei Salman, negam terem cometido essa "atrocidade", segundo o magnata republicano.   

"É uma coisa terrível. Eu não gosto disso mais que você [repórter]. Mas o fato é que ele [o príncipe Salman] cria muitas riquezas , muitos empregos e, o mais importante, mantém o preço do petróleo baixo", acrescentou o Trump, que lembrou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, aplicou sanções a 17 sauditas acusados de participarem do crime.   

A agência de inteligência norte-americana (CIA) analisou um telefonema entre o embaixador saudita nos Estados Unidos, Khalid bin Salman, e Khashoggi, no qual o diplomata diz que o jornalista precisa ir até o consulado para recuperar os documentos, reforçando que era seguro fazer isso. De acordo com as investigações, o líder saudita teria ordenado o assassinato de Khashoggi enquanto ele estivesse no consulado saudita em Istambul, na Turquia. (ANSA)
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