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GM anuncia demissão de 14,7 mil pessoas e irrita Trump

26/11/2018 19h43

NOVA YORK, 26 NOV (ANSA) - A General Motors, uma das maiores montadoras do mundo, anunciou nesta segunda-feira (15) a demissão de 14,7 mil funcionários, o que equivale a 15% de sua força de trabalho.   

A empresa fechará pelo menos três fábricas, sendo duas nos Estados Unidos (Ohio e Michigan) e uma no Canadá (Ontario).   

Outras duas unidades nos EUA e duas no exterior também correm riscos.   

O objetivo da GM é economizar US$ 6 bilhões por ano e se posicionar para enfrentar um cenário de desaceleração da demanda e de guerra comercial, que aumentou os custos com matérias-primas.   

"Tomamos essas decisões enquanto a economia está forte. A indústria está mudando muito rapidamente, e queremos garantir que estaremos bem posicionados", afirmou a CEO Mary Barra, em Detroit.   

"É apropriado agir enquanto a companhia e a economia estão fortes", acrescentou. Em 2009, a GM ficou à beira da falência, mas recebeu um resgate de US$ 50 bilhões do governo norte-americano, que na época também evitou a quebra da Chrysler com a ajuda da Fiat.   

O anúncio das demissões agradou ao mercado - as ações da GM fecharam o pregão em Wall Street com alta de 4,79% -, mas irritou o presidente Donald Trump. "A General Motors deveria parar de produzir carros na China e produzir nos Estados Unidos", afirmou o magnata ao diário "The Wall Street Journal".   

Trump contou ter dito a Barra que "não está contente" com a reestruturação. "O país fez muito pela GM", acrescentou. Nas eleições de 2016, o presidente conseguiu importantes vitórias em Michigan (por apenas 0,23 ponto de vantagem) e Ohio (8,13 pontos), determinantes para sua chegada à Casa Branca.   

A notícia também gerou protestos no Canadá, cujo primeiro-ministro, Justin Trudeau, disse ter ficado "desapontado" com o fechamento da fábrica em Ontario. "Os trabalhadores da GM foram parte do coração e da alma de Oshawa por gerações, e faremos de tudo para ajudar as famílias afetadas por essa notícia", afirmou no Twitter. (ANSA)
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