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May corre para convencer Parlamento sobre Brexit

26/11/2018 15h24

LONDRES, 26 NOV (ANSA) - Após a União Europeia aprovar a proposta de acordo para a saída do Reino Unido do bloco, começa a batalha da primeira-ministra, Theresa May, para conseguir apoio púbico e do Parlamento britânico para aprovar o entendimento. May se reuniu nsta segunda-feira (26) com seu Conselho de Ministros antes de falar ao Parlamento. "Não existe outro acordo possível", disse May, advertindo que uma não aceitação da Casa dos Comuns seria "como voltar à casa um". A chefe de Estado afirma que "o povo britânico quer virar a página", que o acordo vai "manter a sólida cooperação econômica e de segurança" com os 27 países remanescentes e ainda afirma que vê um futuro "mais luminoso" fora da União Europeia. Para a mandatária, o acordo é "correto" e respeita a vontade democrática expressa pelo britânico no plebiscito de 2016.   

May terá duas semanadas para convencer o Parlamento , que deve votar a questão no dia 12 de dezembro. A chefe de Estado enfrenta resistência da oposição e de alas de seu próprio partido. Cinco ministros do governo renunciaram por discordarem dos termos do entendimento, entre eles o ex-chefe da pasta das Relações Exteriores, Boris Johnson, que qualificou o entendimento como uma "humilhação nacional".   

"O acordo é só um mecanismo para o Reino Unido ficar o maior tempo possível na Europa. Eu me surpreenderia se plano vier a ser aprovados pelo Parlamento de Westminster", disse o Lord David Owen, ex-ministro das Relações Exteriores do Reino Unido.   

Líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn afirmou que o acordo é um ato de "autoilusão nacional", que terá como resultado um país menos próspero. Corbyn defende que o Parlamento rejeite o entendimento e desafia May a preparar um "plano B", afirmando que esta seria uma alternativa "sensata e possível", com a manutenção da união aduaneira e uma "forte relação" com o mercado comum europeu.   

O líder do partido independentista escocês SNP, Ian Blackford, diz que os interesses do país foram ignorados e que May quer tirar a Escócia da UE "contra a sua vontade". Ele afirmou que que o acordo representaria a "venda do interesses dos pescadores escoceses" e que o governo não tem maioria. Blackford também e defendeu a realização e um segundo plebiscito sobre o Brexit, ideia que é aprovada por 54% dos britânicos, segundo recente pesquisa.   

May diz que os britânicos estão fartos de debates intermináveis e chegar a acordo permitirá que o país "se reúna, não importa qual seja o resultado". O "não" seria "alimentar a divisão e a incerteza", disse a mandatária.   

Nesta segunda-feira (26), 13 cidadãos britânicos residentes em outros países pediram a anulação das negociações uma corte europeia. Eles alegam que não puderam votar no plebiscito de 2016 por morarem fora do país e que o processo seria a única forma de não perderem a cidadania europeia. O tribunal, no entanto, negou o recurso, afirmando que as negociações não têm impacto direto nas situações dos opositores ao Brexit.   

Caso o Parlamento britânico aprove a decisão, a questão segue para aprovação do Conselho Europeu e depois do Parlamento Europeu. O Brexit está marcado para o dia 29 de março. (ANSA)
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