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Grupo de mulheres se reunirá no Vaticano para debater abusos

03/12/2018 19h56

SÃO PAULO, 3 DEZ (ANSA) - Um grupo internacional de mulheres católicas fez um apelo para participar da cúpula que o papa Francisco convocou em fevereiro de 2019, no Vaticano, para debater a crise na Igreja Católica em decorrência da série de escândalos de pedofilia. O encontro foi convocado pela organização "Voices of Faith" ("Vozes da Fé", na tradução), que reforça que as mulheres, vítimas e especialistas devem ser ouvidas, porque "as vozes das mulheres são cruciais para todos os esforços aceitáveis para acabar e prevenir o abuso". No último dia 27 de novembro, o grupo participou de um evento intitulado "Superando o silêncio - a voz das mulheres na crise dos abusos", em Roma, realizado com o objetivo de elevar as vozes das mulheres na discussão sobre os casos de pedofilia envolvendo clérigos.   

Durante a cúpula, três mulheres sobreviventes de abusos sexuais de religiosos compartilharam suas histórias e a resistência que encontraram quando tentaram obter justiça. A peruana Rocío Figueroa Alvear relatou ter sido proibida de falar sobre seus abusos pelo próprio agressor. Já a norte-americana Barbara Dorris, líder da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres (SNAP, na sigla em inglês), falou publicamente pela primeira vez sobre seu estupro por um padre quando tinha apenas seis anos.   

Por fim, a alemã Doris Wagner contou que um superior masculino entrou em seu quarto à noite e a estuprou quando estava no quinto ano na sua ordem religiosa.   

As três sobreviventes estavam acompanhadas por Mary Hallay-Witte, chefe do escritório de proteção infantil da Arquidiocese de Hamburgo, na Alemanha; e por Virginia Saldanha, secretária do Fórum das Teólogas Indianas e ex-funcionária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia. (ANSA)
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