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França cede a manifestantes e congela preço do combustível

04/12/2018 11h09

PARIS, 4 DEZ (ANSA) - O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, anunciou hoje (4) a decisão de suspender por seis meses o aumento no preço dos combustíveis, como forma de conter os protestos do movimento "gilets jaunes" (coletes amarelos, na tradução).   

Há três semanas, milhares de franceses protestam pelo país contra o preço dos combustíveis. Os coletes amarelos, itens obrigatórios de segurança nos automóveis da França, viraram símbolo do movimento. "Essa raiva, você precisaria ser surdo ou cego para não vê-la ou ouvi-la", disse o premier, que foi encarregado pelo presidente Emmanuel Macron de negociar com os líderes dos manifestantes.   

O premier fez um pronunciamento televisivo e também pediu o fim da violência nos protestos. "O governo não aceita a violência contra as forças de ordem, os monumentos nacionais, os edifícios públicos. Quero dizer da maneira mais clara que os autores desses atos serão procurados e castigados", disse. "No sábado, haverá uma nova manifestação. O governo fará todo o possível para respeitar a lei e a ordem pública", antecipou. Além do congelamento do preço dos combustíveis por seis meses, o governo anunciou a manutenção do preço da energia elétrica e do gás, e políticas mais brandas de controle dos automóveis. As medidas anunciadas hoje custarão cerca de 2 bilhões de euros ao governo francês. No último sábado (1), mais de 136 mil pessoas protestaram na França, principalmente na capital Paris, contra o aumento no preço dos impostos. O ato terminou com mais de 300 pessoas presas e dezenas de feridas. (ANSA)
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