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Vídeo de tragédia na Nova Zelândia foi visto 4 mil vezes

19/03/2019 11h45

ROMA, 19 MAR (ANSA) - O vídeo do massacre em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, que matou 50 pessoas e foi transmitido ao vivo no Facebook, foi reproduzido 4 mil vezes na rede social.   

A empresa de Mark Zuckerberg decidiu nesta terça-feira (19) revelar detalhes sobre a transmissão do atentado cometido pelo australiano Brenton Tarrant, de 28 anos de idade, na última sexta-feira (15). De acordo com um comunicado do vice-presidente da empresa, Chris Sonderby, o vídeo foi assistido ao vivo por cerca de 200 pessoas. No entanto, a gravação foi reproduzida 4 mil vezes antes da publicação original ser removida. Entre os pontos destacados pelo Facebook, a filmagem, que teve duração de 17 minutos, não foi denunciada por nenhum usuário durante a transmissão. A primeira queixa só foi relatada após 29 minutos do início do vídeo e cerca de 12 minutos depois do encerramento. A remoção do conteúdo original só foi realizada depois que a polícia local relatou o ocorrido. Mas não foi o suficiente porque, antes da rede social ser avisada, uma cópia já havia sido salva e um link compartilhado em um chan, fórum de discussão. O Facebook ainda explicou que as contas pessoais do atirador na plataforma e no Instagram foram bloqueadas. Além disso, removeu o vídeo original e utilizou uma função para impedir sua propagação. Vítimas - A polícia da Nova Zelândia informou que pelo menos seis corpos já foram liberados às suas famílias para a cerimônia fúnebre.   

Além disso, em comunicado divulgado nesta terça-feira (19), as autoridades afirmaram que as autópsias já foram concluídas em todas as vítimas.   

"Embora a identificação possa parecer rápida, a realidade é muito mais complexa, especialmente em uma situação como esta.   

Nossa prioridade absoluta é acertar isso e garantir que nenhum erro seja cometido, disse o comunicado. O anúncio da polícia foi dado em meio a uma crescente frustração da comunidade muçulmana de Christchurch devido à demora na liberação dos corpos, já que habitualmente eles enterram o falecido dentro de 24h após a morte. No último domingo(17), a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, chegou a dizer que alguns corpos seriam devolvidos às famílias das vítimas na mesma noite. Ela ainda expressou sua esperança de que todos fossem liberados até esta quarta-feira (20), o que não deve acontecer.   

Atirador Nesta terça, Ardern afirmou que jamais pronunciará o nome de Tarrant e ressaltou que ele enfrentará "toda a força da lei". "Com este ato terrorista buscava várias coisas, entre elas notoriedade, por isto jamais me ouvirão dizer seu nome", declarou a premier.   

Durante sessão extraordinária do Parlamento, a política pediu para todo dizerem "os nomes dos que morreram no lugar do nome do homem que provocou tais mortes". Para Ardern, ele "é um terrorista, um criminoso, um extremista, que comigo não terá nome". (ANSA)
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