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Exames descartam radiação em testemunha contra Berlusconi

21/03/2019 18h45

MILÃO, 21 MAR (ANSA) - Exames em tecidos retirados dos órgãos de Imane Fadil, testemunha contra o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi que morreu em circunstâncias suspeitas, não revelaram a presença de radioatividade.   

Segundo fontes ligadas ao inquérito, as análises foram feitas em pedaços do fígado e de um rim de Fadil e indicam que é improvável que ela tenha sido contaminada por substâncias radioativas, como cogitava o Ministério Público de Milão, com base em exames de urina.   

A investigação, por outro lado, ainda apura a hipótese de envenenamento por metais, já que testes preliminares revelaram uma elevada concentração de cádmio e antimônio no organismo da modelo marroquina. A autópsia completa deve ser realizada nos próximos dias.   

Também não está descartada a possibilidade de Fadil ter sido atingida por alguma doença autoimune rara e agressiva.   

O caso - Testemunha de acusação em um dos processos do inquérito "Ruby ter", que investiga Berlusconi por corrupção em atos judiciários, Fadil, 34 anos, morreu em 1º de março, em um hospital de Rozzano, após um mês de internação.   

De acordo com o Ministério Público, o ex-primeiro-ministro desembolsou milhões de euros para comprar o silêncio de garotas de programa no processo "Ruby", no qual ele acabou absolvido das acusações de prostituição de menores e abuso de poder. O nome "Ruby" se refere a Karima el Mahroug, ítalo-marroquina pivô do escândalo sexual envolvendo Berlusconi.   

Em janeiro passado, no entanto, Fadil foi excluída do processo Ruby ter a pedido da defesa do ex-premier. Ela dizia ter negociado por cinco meses uma indenização com a senadora Mariarosaria Rossi, aliada próxima de Berlusconi e acusada de falso testemunho. Fadil também foi testemunha no caso Ruby e alegava ter sofrido "tentativas de corrupção".   

Um ex-agenciador de prostitutas para as festas de Berlusconi, Lele Mora, confirmou ter levado a marroquina para um "jantar", mas descartou que ela tenha ficado sozinha com o ex-premier.   

Pouco antes de morrer, a mulher dissera a parentes e advogados que temia ser envenenada.   

Já o advogado de Berlusconi declarou nesta semana que seu cliente não conhecia Fadil. (ANSA)
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