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Roteiro leva turistas pelos passos de Leonardo da Vinci (2)

24/03/2019 15h01

SÃO PAULO, 23 MAR (ANSA) - Milão - Em 1482, Leonardo chegou a Milão, na corte de Ludovico, "il Moro", onde permaneceu por cerca de 20 anos, deixando vestígios inesquecíveis, como "A Última Ceia", que fica no refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie. A obra retrata a passagem bíblica em que Cristo faz seu último jantar ao lado dos apóstolos, antes de ser preso e crucificado. Leonardo pintou o momento exato em que Jesus anuncia que um de seus companheiros o trairia.   


Outro belo testemunho de sua presença na corte dos Sforza fica dentro do Castelo Sforzesco: a Sala delle Asse foi decorada por ele em 1498, com um caramanchão falso no qual os ramos entrelaçados formam o emblema "Vinci". O local será reaberto ao público em 2 de maio.   


Milão também abriga o Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci, a coleção mais importante no mundo dos modelos baseados nos estudos do gênio, feitos entre 1952 e 1956 por um grupo de pesquisadores que interpretava seus desenhos. Para os 500 anos da morte de Leonardo, o museu organiza, até 13 de outubro de 2019, a exposição temporária "Leonardo da Vinci Parade", criada em colaboração com a Pinacoteca de Brera. A mostra propõe uma combinação incomum de arte e ciência, ao exibir uma rica seleção de modelos históricos inspirados pelos desenhos de Leonardo junto com afrescos da Pinacoteca.   


Parma - Continuando a viagem pela vida e obra de Leonardo na Itália, é necessário visitar a Galeria Nacional de Parma, onde está a "A Cabeça de Mulher" (La Scapigliata), um desenho sombreado e provavelmente inacabado.   


A obra está envolta em mistério quanto à data de sua criação, provavelmente 1508, à origem e a seu destino. O desenho é um possível esboço do rosto de Leda, principal personagem da pintura "Leda e o Cisne", que se perdeu no tempo.   


Roma - Em 1514, Leonardo da Vinci partiu para Roma, onde dedicou-se a estudos científicos, mecânicos, ópticos e de geometria. A "cidade eterna" dedica ao gênio o Museu Leonardo da Vinci, na Basílica de Santa Maria del Popolo. Lá, é possível descobrir máquinas interativas em tamanho natural feitas por artesãos italianos com base nos manuscritos de Leonardo, bem como estudos de suas obras do Renascimento mais famosas.   


Outra exposição que não se pode perder é "Leonardo Da Vinci Experience", na Via della Conciliazione, a qual apresenta uma reprodução em tamanho real da "Última Ceia". Já na Cidade do Vaticano, a Galeria de Imagens, parte dos Museus Vaticanos, abriga o penitente "São Jerônimo no deserto", obra que revela grande atenção à anatomia, mas ficou inacabada.   


Veneza - O itinerário na Itália só poderia terminar em Veneza, onde fica "O Homem Vitruviano", nas Gallerie dell'Accademia.   


Infelizmente, como acontece com a maioria das obras em papel, o desenho raramente é exposto ao público e, portanto, não está incluído no percurso habitual do museu. Com a famosa representação das proporções ideais do corpo humano, Leonardo pretendia demonstrar como ele pode ser inscrito harmoniosamente nas duas figuras "perfeitas": o círculo, que representa a perfeição divina, e o quadrado, que simboliza a matéria.   


Vale do Loire - Em 1516, três anos antes de falecer, Leonardo viveu no Vale do Loire, na França, onde seu corpo foi sepultado.   


Com uma placa de metal com seu busto, o túmulo fica dentro de uma capela no castelo real de Amboise.   


Segundo relatos, Leonardo teria cruzado os Alpes a bordo de uma mula carregando três telas: "Mona Lisa", "A Virgem e o Menino com Santa Ana" e "São João Batista". Foi em Amboise que o artista passou seus últimos anos, expressando sua genialidade no Castelo de Clos Lucé. As obras criadas neste período ficam atualmente no Museu do Louvre, em Paris, que está preparando uma grandiosa homenagem ao gênio imortal. (ANSA)
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