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Com missa para 10 mil pessoas, Papa conclui visita a Marrocos

31/03/2019 13h12

RABAT, 31 MAR (ANSA) - O papa Francisco encerrou neste domingo (31) sua viagem oficial ao Marrocos, dedicando todo o dia para a comunidade católica local, que é minoria entre a população. Pela manhã, ele visitou um centro rural de serviços sociais em Temara, no subúrbio da capital, Rabat. Depois, Francisco se reuniu com sacerdotes e religiosos na Catedral de Rabat. Mas o ponto alto da jornada foi a missa celebrada pela tarde no Complexo Esportivo Príncipe Moulay Abdellah, que atraiu um público de 10 mil pessoas. A missa se tornou a maior da história do país. "Certamente, existem muitas circunstâncias que podem alimentar a divisão e o conflito. São inegáveis as situações que podem levar ao confronto e à divisão. Somos sempre ameaçados pela tentação de acreditar no ódio e na vingança como formas legítimas para obter justiça de modo rápido e eficaz", disse o Papa durante a missa, fazendo um apelo pela convivência inter-religiosa. "No entanto, a experiência nos diz que o ódio, a divisão e a vingança não fazem nada senão matar a alma, envenenar a esperança dos nossos filhos, destruir e levar embora tudo que amamos", destacou Francisco, pedindo que as pessoas vivam "como irmãos, e não como inimigas".

Um dos principais objetivos de Jorge Mario Bergoglio em sua viagem ao Marrocos era promover o diálogo inter-religioso e tratar de temas migratórios. Ontem, ele se dedicou a reuniões com líderes políticos locais e representantes da comunidade muçulmana. "Invoco o Deus onipotente para a prosperidade do Reino do Marrocos, pedindo que faça crescer a fraternidade e a solidariedade entre os cristãos e muçulmanos", escreveu o Papa no livro de visitas do Mausoléu de Mohammed V, em Rabat, no sábado.

Em reunião com o rei Mohammed VI, Francisco e o monarca também fizeram um apelo para a preservação da "Cidade Santa de Jerusalém como patrimônio comum da humanidade e, sobretudo, para os fieis das outras três religiões monoteístas". (ANSA)

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