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Referendo na Suíça aprova restrição à posse de armas

19/05/2019 11h36

GENEBRA, 19 MAI (ANSA) - Usada frequentemente como exemplo por armamentistas, a Suíça aprovou neste domingo (19), por meio de referendo, novas restrições à posse de armas, colocando o país em sintonia com a legislação vigente na União Europeia.   

As medidas, que miram sobretudo nas armas semiautomáticas, haviam sido aprovadas pelo governo, mas grupos armamentistas e escolas de tiro conseguiram coletar assinaturas para convocar uma consulta popular sobre o tema.   

O resultado, no entanto, confirmou as restrições com um placar de 63,7% a 36,3%. A afluência às urnas foi de 43,3%, e o cantão do Ticino, no sul da Suíça, foi o único onde o "não" prevaleceu.   

As novas regras exigem que os componentes essenciais das armas sejam registrados com números de série para ajudar no seu rastreamento e obriga comerciantes do setor a notificarem as autoridades sobre todas as compras e vendas realizadas em suas lojas.   

A posse de semiautomáticas continua legalizada, mas apenas mediante autorizações excepcionais para praticantes de tiro esportivo. Os detentores desse tipo de armamento terão de comprovar periodicamente que usam o equipamento para a prática esportiva.   

Além disso, usuários terão até três anos para registrar armas semiautomáticas que não estejam cadastradas atualmente. A Suíça tem um longo histórico de facilidade no acesso a armamentos, e veteranos do serviço militar podem levar para casa as armas usadas em seu período de alistamento.   

O governo, no entanto, alegou que as restrições eram necessárias para fortalecer políticas de cooperação com a União Europeia, que dificultou o acesso a armas após diversos atentados terroristas em países do bloco - a Suíça não faz parte da UE, mas integra a área de livre circulação do Espaço Schengen.   

Já os opositores da medida defendem que ela não terá efeito para combater atentados e ainda pode prejudicar comerciantes de armas que atuam dentro da lei. Além disso, alegam que as restrições comprometerão a "liberdade" no país alpino. (ANSA)
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