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Comitê antimáfia recomenda exclusão de Berlusconi de eleição

23/05/2019 17h17

ROMA, 23 MAI (ANSA) - A Comissão Parlamentar Antimáfia da Itália recomendou nesta quinta-feira (23) a exclusão do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi da lista de candidatos nas eleições europeias de 26 de maio.   

A medida se deve ao fato de o líder conservador ser réu em três processos por corrupção de testemunhas, em Milão, Roma e Siena - Berlusconi já foi denunciado pelo mesmo crime em Turim e é investigado em Pescara, Treviso e Monza.   

Os casos ocorrem no âmbito do inquérito "Ruby ter", que investiga supostas propinas do ex-primeiro-ministro para manipular depoimentos no processo "Ruby", no qual foi absolvido dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder.   

O nome é inspirado na ítalo-marroquina Karima el Mahroug, a "Ruby", que manteve relações sexuais com Berlusconi quando era menor de idade, embora a Justiça tenha determinado que o ex-premier não tinha essa informação.   

O ex-premier também é réu por manipulação de testemunhas em um processo em Bari, mas no âmbito de outra investigação, na qual é acusado de subornar o empresário Gianpaolo Tarantini para ele mentir sobre as prostitutas levadas às suas casas entre 2008 e 2009.   

Berlusconi é candidato a deputado do Parlamento Europeu como líder das listas de seu partido, o conservador Força Itália (FI), em praticamente todos os distritos eleitorais do país.   

Dessa forma, sua eleição é garantida.   

Antes de cada pleito na Itália, a Comissão Parlamentar Antimáfia divulga uma lista de candidatos "impresentáveis", ou seja, que não deveriam estar aptos a concorrer, não apenas por suspeitas de ligação com grupos mafiosos, mas também por outros problemas com a Justiça.   

A relação deste ano inclui outros quatro postulantes ao Parlamento Europeu, sendo três do Força Itália e um do movimento neofascista CasaPound. "Alguns italianos têm uma ideia sobre legalidade a ser corrigida. Estamos tentando, inclusive por meio da sensibilização da opinião pública", disse o presidente do comitê, Nicola Morra. (ANSA)
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