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Superlotação no Monte Everest provoca mortes e polêmicas

25/05/2019 10h45

ROMA E SÃO PAULO, 25 MAI (ANSA) - O Monte Everest, o mais alto do mundo, tem registrado tragédias consecutivas. Nos últimos 12 dias, 10 pessoas morreram tentando escalar a montanha, que fica na Cordilheira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, na China.   

As duas vítimas mais recentes são um britânico e um irlandês, cujos falecimentos foram confirmados neste sábado (25). As mortes levantaram suspeitas e denúncias de uma superlotação no Monte Everest nesta temporada, iniciada em 14 de maio - o período entre o fim de abril e o mês de maio é considerado mais vantajoso para a escalada devido às condições meteorológicas-. Guias locais, alpinistas e turistas acusam as autoridades do Nepal de concederem um número recorde de permissões para escaladas nesta temporada: foram 381 permissões, ao preço de US$ 11 mil por pessoa. Como cada titular de permissão é acompanhado por um guia, passa de 750 o número de pessoas na rota para a escalada. Somente na última quinta-feira (22), 123 pessoas alcançaram o cume do Monte Everest, a 8.848 metros de altura. Uma foto publicada no Instagram por um alpinista, Nirmal Purja, mostrou uma multidão de 320 pessoas, em fila, tentando escalar a montanha naquele dia. Viralizando nas redes sociais, a imagem expôs a crise.   

A superlotação gera filas e engarrafamentos de até 12 horas em áreas de risco, entre elas a chamada "zona da morte". A exposição por longo período a condições extremas e a um fluxo de oxigênio escasso pode levar à morte. (ANSA)
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