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Amanda Knox se comove com relatos de condenados injustamente

14/06/2019 17h27

MODENA, 14 JUN (ANSA) - A americana Amanda Knox, que faz sua primeira viagem à Itália depois de ter sido absolvida do assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, participou nesta sexta-feira (14) do Festival de Justiça Penal, que acontece até este sábado (15), em Modena.   

Durante a manhã, Knox chegou a se retirar da plateia do fórum por causa do assédio dos fotógrafos, mas depois voltou ao evento e se mostrou comovida durante os depoimentos de um irlandês que passou 14 anos no corredor da morte injustamente e de um italiano condenado por um homicídio que não cometera.   

Sentada na plateia ao lado de seu namorado, Christopher Robinson, Knox pediu um lenço para enxugar as lágrimas. Ao fim do painel, abraçou o irlandês e trocou algumas palavras com o italiano.   

A americana participará de um debate no festival neste sábado e abordará a cobertura midiática de processos penais. O convite a Knox foi feito pela associação Italy Innocence Project, que se ocupa de processos judiciários de pessoas condenadas injustamente.   

Relembre - Knox foi acusada pelo homicídio da estudante britânica Meredith Kercher, ocorrido em 1º de novembro de 2007, na cidade italiana de Perúgia, onde ambas estudavam e dividiam uma casa. O corpo da jovem foi encontrado degolado, seminu e com uma série de feridas.   

O caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam.   

Ao lado do marfinense Rudy Guede, único condenado em definitivo pelo crime, Knox e seu então namorado, o italiano Raffaele Sollecito, foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle - hipótese descartada posteriormente.   

A beleza da norte-americana também foi outro chamariz para o homicídio. Na Itália, ela ficou conhecida como "a diaba com rosto de anjo". O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação, tribunal supremo do país, anulou o processo por falhas na perícia No mesmo dia em que foi libertada, a americana voltou para a casa de sua família, em Seattle, e nunca mais pisou na Itália.   

No fim de 2013, a Corte de Cassação determinou a reabertura do caso, já que a inocência dela e de Sollecito não tinha sido comprovada, culminando em uma sentença condenatória do Tribunal de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.   

Contudo a decisão foi novamente derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo. Já Guede foi condenado por ter invadido a casa e matado Kercher, mas ele alega que conhecia a britânica e que estava na residência a convite dela. Segundo sua versão, o homicídio ocorreu enquanto ele estava no banheiro, após uma discussão entre Kercher e Knox. (ANSA)
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