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Em encontro em Paris, Macron e Putin divergem sobre Síria

19/08/2019 20h03

MOSCOU, 19 AGO (ANSA) - O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu nesta segunda-feira (19), em Paris, seu homólogo russo, Vladimir Putin, com quem discutiu as crises na Síria e na Ucrânia, a segurança na Europa, além da relação bilateral. O diálogo em busca de um compromisso sobre as principais questões internacionais ocorre apenas cinco dias antes do início da cúpula do G7, a qual a Rússia não participa mais desde 2014, quando ocorreu a anexação da Crimeia. Macron encontrou Putin em sua charmosa residência de veraneio em Brégançon, no sul da França, onde anunciou uma cúpula entre França, Rússia, Alemanha e Ucrânia. Segundo o líder francês, a reunião a quatro partes ocorrerá "nas próximas semanas", para tratar sobre o conflito ucraniano. Putin afirmou que seus contatos telefônicos com o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, são uma fonte de "otimismo cauteloso", enquanto que Macron expressou sua esperança de que a cúpula poderá ajudar na busca por uma solução compartilhada. Em relação à crise na Síria, os dois mantiveram suas divergências. O presidente russo afirmou que seu país apoia os esforços das tropas do governo sírio para neutralizar os terroristas de Idlib. Já Macron deixou claro sua preocupação com a situação na região. "Estamos profundamente preocupados com a situação em Idlib, onde a população civil vive sob bombardeios. Há vítimas entre a população civil e a França está muito preocupada com isso", disse o francês.   

Macron ainda ressaltou a necessidade de "respeitar os acordos alcançados em Sochi". Além disso, Putin foi questionado sobre a repressão dos protestos em favor da democracia no território russo e fez comparações com os atos realizados pelos "Coletes Amarelos" na França. "Não queremos uma situação similar", disse, garantindo que as autoridades russas vão garantir que as manifestações continuem no "âmbito da lei".   

Por fim, o chefe de Estado francês anunciou que visitará Moscou em maio de 2020. Na data, ele participará das celebrações pelo 75º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista. (ANSA)
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