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Espanha deve ter novas eleições após fracasso em negociação

17/09/2019 18h10

ROMA, 17 SET (ANSA) - O primeiro-ministro encarregado da Espanha, Pedro Sánchez, fracassou na tentativa de formar um novo governo, o que deve fazer o país voltar às urnas pela quarta vez em quatro anos.   

Após mais uma rodada de consultas com as forças políticas, o rei Felipe VI comunicou nesta terça-feira (17) que nenhum líder tem apoio suficiente para governar e que, salvo uma reviravolta nos próximos dias, serão convocadas novas eleições legislativas.   

Líder do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe), Sánchez venceu as eleições de 28 de abril, mas obteve apenas 123 dos 350 assentos na Câmara, contra 66 do conservador Partido Popular (PP) e 57 do liberal-populista Cidadãos (CiU).   

Para formar maioria, o primeiro-ministro encarregado passou os últimos quatro meses e meio tentando fechar uma aliança com a coalizão de extrema esquerda Unidas Podemos, mas as negociações fracassaram.   

Com isso, o rei deve dissolver o Parlamento em 23 de setembro e convocar eleições para 10 de novembro. Pablo Iglesias, líder do Podemos, exigia cargos de alto escalão no governo e uma participação maior do que Sánchez estava disposto a conceder.   

"Tentei de todas as maneiras, mas me impediram", reclamou o líder socialista, que culpou "forças conservadoras" e um partido "de esquerda" pelo fracasso nas tratativas - o Psoe chegou a negociar uma abstenção com PP e CiU no voto de confiança. "Ele não tentou um acordo com nenhuma formação política", rebateu Iglesias.   

O Psoe aposta em um aumento de sua bancada no caso de novas eleições, mas as últimas pesquisas indicam que o partido continuará dependendo de alianças para governar. (ANSA)
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