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Casa Branca admite troca de favores com governo da Ucrânia

17/10/2019 17h44

WASHINGTON, 17 OUT (ANSA) - O chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney, admitiu nesta quinta-feira (17) que a ajuda militar dos Estados Unidos ofertada à Ucrânia teria ligação com o pedido do governo para o país europeu investigar "corrupção" atribuída a família Biden. Esta foi a primeira vez que a Casa Branca confirmou publicamente a denúncia feita por funcionários públicos que provocou a abertura de um processo de impeachment contra o presidente norte-americano, Donald Trump. A nova declaração contradiz as declarações do republicano, que nega a acusação. "Em retrospectiva ao que aconteceu em 2016, certamente foi parte da questão que ele [Trump] estava preocupado com a corrupção naquela nação", alegou Mulvaney à imprensa. "E isso é absolutamente apropriado".   

O chefe de gabinete americano ainda explicou como a ajuda financeira inicialmente foi bloqueada, porque "todos sabem que a Ucrânia é um lugar corrupto", e "Trump estava demandando que o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, fizesse uma limpeza dentro de seu governo".   

Segundo Mulvaney, o magnata também disse que estava preocupado com o que pensava ser o papel da Ucrânia na campanha eleitoral de 2016 dos democratas. "Ele também mencionou a mim sobre a corrupção relacionada ao servidor do Comitê Nacional Democrata? Com certeza. Não há questionamentos em relação a isso", afirmou. "Mas é isso, e esse é o porque de termos segurado o dinheiro". Na polêmica, Hunter Biden, filho do pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Joe Biden, foi acusado por Trump de que ele teria cometido ilegalidades enquanto seu pai estava na Casa Branca.   

Em 2016, o ex-vice de Barack Obama pressionou pela demissão de um procurador ucraniano que era tido como corrupto pelos EUA e pela União Europeia, mas que na época investigava uma empresa de energia que tinha Hunter como conselheiro.   

Trump questiona os motivos por trás da pressão de Biden sobre Kiev e ainda acusa o filho do pré-candidato de ter feito negócios na China durante uma viagem oficial de seu pai. O republicano teria pressionado a Ucrânia a investigar os Biden durante um telefonema em julho deste ano e também pediu publicamente para a China apurar sua suspeita.   

A pressão de Trump sobre Kiev motivou a abertura de um inquérito de impeachment na Câmara dos Representantes, que é dominada pelo Partido Democrata, por suspeita de abuso do poder do cargo para fazer um líder estrangeiro investigar um adversário político.   

(ANSA)
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