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Sem acordo, COP25 caminha para fim frustrante

14/12/2019 13h33

MADRI, 14 DEZ (ANSA) - Um dia após o encerramento oficial da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25, realizada em Madri, na Espanha, os 196 países participantes ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre os pontos mais delicados das negociações.   

As tratativas prosseguem além do prazo de 13 de dezembro, último dia da cúpula, mas já se trabalha com a hipótese de adiar decisões importantes para a COP26, que acontecerá entre 9 e 19 de novembro, em Glasgow, na Escócia.   

O documento submetido na manhã deste sábado (14) pelo Chile, presidente da COP25 - que deveria ter acontecido em Santiago -, é bastante vago, segundo fontes ligadas às negociações, e não traz decisões sobre os três principais entraves das tratativas: as "ambições ambientais" dos países ricos para redução de emissões de gases do efeito estufa, as regras do mercado de créditos de carbono e os mecanismos de ajuda para nações vulneráveis.   

Os países signatários do Acordo de Paris sobre o clima já haviam assumido compromissos individuais para reduzir suas emissões de poluentes, mas estudos recentes mostram que o mundo está longe de cumprir o objetivo de limitar o aquecimento global neste século a 2ºC acima dos níveis pré-industriais. - o tratado de 2015 também pede esforços para que o aumento da temperatura média do planeta não seja superior a 1,5ºC.   

Os países vulneráveis pedem garantias de que os novos compromissos sejam formalizados até outubro de 2020, dando tempo para a preparação de um relatório para a COP26 que determinará se as medidas serão suficientes para cumprir as metas do Acordo de Paris.   

Até o momento, apenas 73 nações definiram seus novos objetivos, e outras 11 iniciaram o processo. "Os governos não parecem capazes de fornecer compromissos e respostas concretas para enfrentar a emergência climática, apesar da mobilização de milhões de pessoas ao redor do mundo", disse a associação ambientalista italiana Legambiente.   

Já a ONG WWF afirmou que o relatório apresentado pela presidência chilena é "extremamente débil e chocante, sobretudo no que diz respeito às ambições". "Estamos em uma crise climática, e as referências à melhoria dos compromissos nacionais são desesperadamente necessárias, porém foram praticamente eliminadas", acrescentou a chefe da delegação da entidade na COP25, Vanessa Perez-Cirera.   

Segundo a presidência chilena, um novo texto será submetido às partes ainda neste sábado. (ANSA)
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