PUBLICIDADE
Topo

Democratas avançam acusação de abuso de poder contra Trump

23/01/2020 20h13

WASHINGTON, 23 JAN (ANSA) - Os senadores democratas apresentam nesta quinta-feira (23) argumentos a favor do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu julgamento no Senado. Hoje, a acusação de abuso de poder é aprofundada e, somente nesta sexta-feira (24), o dia será dedicado à exposição da denúncia sobre obstrução ao Congresso. Trump é o terceiro presidente dos Estados Unidos a ser submetido a um julgamento de impeachment. Ele é acusado de abuso de poder por ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, pré-candidato democrata à Casa Branca e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma. Já a denúncia por obstrução do Congresso foi por ter instruído membros do governo a não prestarem depoimentos. O magnata, por sua vez, nega as irregularidades.   

Para o deputado democrata Jerry Nadler, presidente do Comitê Judiciário, o alegado abuso "ameaça todo o sistema" da democracia americana. Nadler e os outros membros democratas da Câmara dos Deputados escolhidos para atuar como promotores no julgamento têm 24 horas - distribuídos por três dias - para defender o afastamento de Trump do cargo.   

As discussões começaram ontem(22), quando o mandatário da comissão de Inteligência, Adam Schiff, apresentou um caso exaustivo centrado na conduta de Trump em relação à Ucrânia. "O presidente mostrou que acha estar acima da lei", disse. "Trump solicitou interferência estrangeira em nossas eleições, abusando do poder de seu mandato para buscar ajuda no exterior e melhorar suas chances de reeleição", ressaltou Schiff, acrescentando que, quando foi flagrado, "utilizou os poderes a seu alcance para obstruir a investigação".   

A equipe republicana, por sua vez, deve começar a defesa do magnata no sábado (25). A sessão desta quinta é a primeira com Trump já nos Estados Unidos, após voltar do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Desde manhã, o mandatário atacou fulminantemente o julgamento em uma série de tuítes. Ele acusou os democratas de defenderem um processo "carregado de mentiras e deturpações". (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Notícias