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Itália poderá prender paciente com coronavírus que violar quarentena

Caminhões militares em frente ao hospital da cidade de Bergamo, na Itália, para remover os corpos dos mortos - ANSA/AFP
Caminhões militares em frente ao hospital da cidade de Bergamo, na Itália, para remover os corpos dos mortos Imagem: ANSA/AFP

em Roma (Itália)

24/03/2020 19h23

O governo da Itália aprovou hoje um decreto que endurece as punições para quem violar as regras de confinamento impostas a todo o país por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma das medidas prevê de um a cinco anos de prisão para pessoas infectadas que não cumprirem a quarentena obrigatória.

De acordo com o texto, os pacientes que foram testados positivos para a covid-19 e saírem intencionalmente de suas residências serão indiciados por crime contra a saúde pública pela contribuição à propagação da pandemia.

Além disso, o novo decreto prevê multas de 400 (R$ 2,2 mil) a 3 mil euros (R$ 16,4 mil) para quem não respeitar as medidas de contenção. A população italiana está em isolamento domiciliar desde 10 de março. Até o momento, 54.030 pessoas estão infectadas pelo coronavírus.

Em nota emitida pelo Palazzo Chigi, o governo também informou que os decretos locais ainda permanecerão em vigor pelos próximos 10 dias. No entanto, em casos específicos de risco agravado à saúde, os governantes das regiões do país deverão emitir portarias adicionais.

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