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Após pressão, Conte eleva presença feminina em força-tarefa

12/05/2020 13h59

ROMA, 12 MAI (ANSA) - Após ter sido pressionado por grupos e políticas feministas, o gabinete do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou nesta terça-feira (12) o aumento da participação de mulheres na força-tarefa do governo para o pós-pandemia.   

O grupo foi instituído em abril e é presidido pelo ex-CEO da Vodafone Vittorio Colao. Além do executivo, a força-tarefa contava com 18 membros, sendo 14 homens e quatro mulheres, o que gerou críticas pela falta de representatividade feminina na luta contra a pandemia.   

Por meio de um comunicado, o gabinete de Conte anunciou a inclusão de mais cinco mulheres no grupo: as professoras Enrica Amaturo (sociologia) e Marina Calloni (filosofia política e social), a diretora central do Instituto Nacional de Estatística (Istat), Linda Laura Sabbadini, a presidente da WWF Itália, Donatella Bianchi, e a executiva Maurizia Iachino.   

Ainda assim, a força-tarefa continuará sendo majoritariamente masculina, com 15 homens, incluindo Colao, e nove mulheres. Além disso, a Defesa Civil anunciou a nomeação de seis mulheres para seu Comitê Técnico-Científico (CTS) de combate à pandemia, até então formado apenas por 20 homens.   

O CTS será integrado pela diretora-geral de Bem-Estar da Emilia-Romagna, Kyriakoula Petropulacos, pelas professoras de medicina Giovannella Baggio, Flavia Petrini e Rosa Marina Melillo, pela presidente da Federação Nacional dos Químicos e Físicos, Nausicaa Orlandi, e pela bióloga Elisabetta Dejana.   

Na semana passada, um grupo de mulheres chamado "Dateci Voce" ("Deem-nos voz", em tradução livre) havia enviado uma carta a Conte cobrando mais participação feminina nos órgãos de enfrentamento à pandemia, angariando o apoio de deputadas e senadoras.   

"Estamos satisfeitas com essa notícia. Acreditamos ser um gesto obrigatório em relação ao país e a todas as mulheres e homens que pedem o respeito à Constituição no que diz respeito à paridade de gênero", afirma um comunicado do grupo, acrescentando que as novas nomeações devem ser apenas um "primeiro passo".   

"A presença igualitária de homens e mulheres não é uma concessão, não deve ser uma exceção, mas sim uma imprescindível condição para a democracia", diz a nota. (ANSA)
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