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Não podemos criticar a China e dizer que não reagiu, diz OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante entrevista coletiva - Denis Balibouse
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante entrevista coletiva Imagem: Denis Balibouse

Em Bruxelas (Bélgica)

25/06/2020 14h26

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou durante coletiva de imprensa hoje que não há motivos para criticar a China no início da pandemia do novo coronavírus.

"Não podemos criticar a China e dizer que eles não reagiram a tempo porque com o que podemos comparar isso? Não existiam outras informações antes daquelas da China", justificou. Segundo a análise de Ghebreyesus, "as medidas introduzidas em Wuhan eram muito boas e fortes e eles identificaram o vírus e compartilharam imediatamente a sequência". A cidade foi a primeira a registrar casos da então "misteriosa doença" em dezembro e, poucas semanas depois da notificação da primeira infecção por covid-19, tanto a localidade como a província de Hubei foram colocadas sob lockdown.

O diretor da OMS ainda ressaltou que o governo chinês "estava de acordo com a permissão da chegada de especialistas internacionais" ao país e que a China colaborou assim como os países europeus com a entidade.

A relação entre a China e a entidade vem sendo alvo de constantes críticas internacionais e foi o que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a anunciar a saída do país do órgão. Uma matéria da agência norte-americana Associated Press informou que dirigentes da OMS estavam irritados com os chineses na demora em repassar dados sobre a covid-19, fato que foi negado por Pequim.

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