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Salvini lidera manifestação contra governo italiano em Roma

04/07/2020 10h58

ROMA, 4 JUL (ANSA) - O ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini e diversos representantes de centro-direita realizam neste sábado (4), em Roma, uma manifestação contra as políticas do governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte, no primeiro protesto oficial desde o início da pandemia do novo coronavírus.   

Sem bandeiras ou símbolos partidários, a coalizão se reúne na Piazza del Popolo, na capital italiana, sob o lema "Juntos pela Itália do trabalho". Entre os participantes, além do líder da extrema direita, estão o vice-presidente do partido Forza Itália (FI), Antonio Tajani, e a presidente dos Irmãos da Itália, Giorgia Meloni.   

"Digo aos jornalistas que quanto mais tentam nos fazer lutar, mais nos dá forças para permanecermos unidos pelo país", afirmou Salvini durante seu discurso. "Hoje nesta praça está a equipe que governará o país nos próximos anos", enfatizou. O ex-ministro do Interior disse que "sonha" com "uma Itália federal e presidencial". "São as duas reformas que considero a prioridade do próximo governo que espero ter a honra de liderar.   

Viva toda a vida, generosamente unida que, no entanto, precisa de reformas: federalismo e presidencialismo".   

Meloni, por sua vez, afirmou que a Itália "tem uma necessidade desesperada de se livrar desse governo" e ressaltou que a coalizão vencerá as eleições regionais, mas isso não é suficiente. Caberá a nós dar à Itália um governo sólido. Vamos libertar a Itália do lastro dessas pessoas incapacitadas ", atacou ela. Para Tajani, no entanto, o "caminho principal é o das eleições antecipadas". O vice do Forza Itália ainda informou que "enquanto não houver governo de centro-direita, não vamos parar". Paralelamente à manifestação na praça em Roma, a Liga organizou cerca de 2 mil postos em toda a Itália para a coleta de assinaturas contra a regularização de migrantes agrícolas e contra as mudanças no corte das anuidades de ex-parlamentares, enquanto o partido de Meloni recolhe signatários para pedir eleições antecipadas. O plano original previa que o evento fosse realizado no Circus Maximus, mas os organizadores não puderam obter o espaço porque estava ocupado e teve que "se contentar" com o local destinado apenas a 4.280 presenças impostas pela prefeitura. (ANSA)
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