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Covid é causa direta de 89% dos óbitos em pandemia na Itália

16/07/2020 10h44

ROMA, 16 JUL (ANSA) - Um estudo realizado por órgãos oficiais do governo da Itália constatou que 89% dos óbitos de pessoas positivas para o novo coronavírus tiveram a Covid-19 como causa "direta".   

O resultado, divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) e pelo Instituto Superior da Saúde (ISS), contraria a tese defendida por alguns de que o coronavírus Sars-CoV-2 é apenas um elemento a mais em vítimas que morreriam em função de outras doenças.   

"Nestes casos, a morte é causada diretamente pela Covid-19 - embora frequentemente sobreposta a outras doenças pré-existentes - e por suas complicações. Em outras palavras, é possível dizer que a morte não teria acontecido sem a infecção pelo Sars-CoV-2", diz a pesquisa.   

O relatório do Istat e do ISS analisou 4.942 atestados de óbito, o equivalente a 14% das mortes registradas na pandemia na Itália, e mostra que apenas 11% dos falecimento foram provocados por doenças pré-existentes, como cardiovasculares (4,6%), tumores (2,4%), patologias no sistema respiratório (1%), diabetes (0,6%), demência (0,6%) e doenças no aparelho digestivo (0,5%). O 1,3% restante se refere a outras causas não especificadas pelo estudo. "Nestes casos, a Covid-19 é uma causa que pode ter contribuído para o óbito, acelerando processos já em curso, agravando doenças pré-existentes ou limitando a possibilidade de cura", afirmam o Istat e o ISS. Na faixa etária entre 60 e 69 anos, a Covid-19 é a causa direta de óbito em 92% dos registros, percentual mais alto registrado pela pesquisa, enquanto o índice mínimo (82%) aparece na população inferior a 50 anos.   

O Istat e o ISS também constataram que 28,2% das mortes provocadas diretamente pela Covid-19 não tiveram nenhuma causa secundária, percentual semelhante em todas as faixas etárias, com exceção daqueles com menos de 50 anos, entre os quais esse índice é de 18%.   

Quando há causas secundárias (71,2% dos registros), os fatores mais frequentes são as cardiopatias hipertensivas (18% dos óbitos), seguidas pela diabetes mellitus (16%), pelas cardiopatias isquêmicas (13%) e pelos tumores (12%).   

Entre as complicações da Covid-19 que levam a óbito, as mais comuns são pneumonia (79% dos caso) e insuficiência respiratória (55%). (ANSA)
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