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China diz que avião dos EUA invadiu 'zona proibida' de testes militares

Bandeiras dos EUA e da China em Xangai, por ocasião de encontro de delegação comercial norte-americana com autoridades chinesas - Aly Song
Bandeiras dos EUA e da China em Xangai, por ocasião de encontro de delegação comercial norte-americana com autoridades chinesas Imagem: Aly Song

26/08/2020 09h52

PEQUIM, 26 AGO (ANSA) - A China denunciou que um avião espião os Estados Unidos invadiu seu espaço aéreo na chamada "zona proibida", uma área que é utilizada por militares chineses para testes com fogo e de combate, e que viu a ação como uma "provocação" de Washington.

O porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, afirmou que o modelo utilizado foi um jato U-2 de reconhecimento e que "ele interferiu, seriamente, nas atividades normais de manobras".

"Ele violou gravemente o código de conduta sobre a segurança bilateral, por área e pelo mar, e as normas internacionais. Foi uma óbvia provocação. Podia ter levado, facilmente, a erros de julgamento e até a acidentes", acrescentou Qian.

Segundo as informações oficiais de Pequim, o avião teria partido de uma base militar na Coreia do Sul e sobrevoou o Mar de Bohai, local onde o porta-aviões Shandong estava atuando como parte dos exercícios.

"A China se opõe com força a essas ações provocatórias e apresentou um protesto formal contra os Estados Unidos", informou ainda o representante do governo.

Em declaração oficial, as Forças Armadas dos EUA informaram que o voo do U-2 estava voltando "no âmbito das normas e dos regulamentos internacionais aceitáveis" e que os oficiais da Aeronáutica no Pacífico "continuarão a voar e a operar como o direito internacional autoriza, e no momento e ritmo que escolheremos".

O incidente ocorreu em um momento de alta tensão política, econômica e diplomática entre as duas nações e é mais um sinal de que as relações entre Pequim e Washington estão longe de voltarem a ser pacíficas.

Os dois governos trocam acusações e sanções em uma série de temas, como a crise política em Hong Kong, a crise humanitária em Xinjiang com a minoria uigur, o fechamento de consulados em Houston e em Chengdu, e a guerra econômica do 5G com a Huawei, entre outros.

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