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Coronavírus

Itália tem maior número de novos casos desde maio

Homem é servido por garçom com máscara de proteção em restaurante de Roma -
Homem é servido por garçom com máscara de proteção em restaurante de Roma

Em Roma*

18/09/2020 12h23

A Itália registrou hoje 1.907 novos casos do coronavírus, maior número desde 1º de maio, quando haviam sido contabilizados 1.965 contágios.

De acordo com o boletim atualizado do Ministério da Saúde, o país soma agora 294.932 diagnósticos positivos e 35.668 óbitos na pandemia, após um acréscimo de 10 vítimas nesta sexta, três a menos que no dia anterior.

O novo balanço fez a média móvel de casos em sete dias subir de 1.407 na quinta-feira para 1.448 nesta sexta, número 10% maior que o registrado duas semanas atrás.

Essa cifra é obtida dividindo por sete a soma dos novos contágios nos últimos sete dias e costuma oferecer uma imagem mais precisa da evolução da pandemia, já que corrige distorções entre os dados do início e do fim das semanas.

A média móvel de óbitos se manteve em 10, ainda longe dos 814 registrados em 2 de abril, no pico da crise na Itália. Já o ápice da média móvel de casos em sete dias ocorreu em 26 de março, com 5.643.

O país também contabiliza 216.807 pacientes curados e 42.457 casos ativos, maior número desde 30 de maio (43.691).

Para os órgãos de saúde, há "importantes sinais de alerta e um aumento da transmissão local" da Covid-19 e que se os cidadãos não respeitarem as regras sanitárias atuais, "é preciso estar pronto para a ativação de novas intervenções no caso de evolução ainda pior".

Idade sobe

Um ponto interessante observado pelos analistas é o aumento gradativo da idade das pessoas infectadas que, após o ápice da crise sanitária, onde os contaminados tinham em média 80 anos, chegou a cair para os 29 anos. Atualmente, essa média está em 41 anos.

"Nas duas últimas semanas, observou-se um aumento significativo da idade média dos diagnósticos. Isso é provavelmente causado por uma transmissão da população mais jovem àqueles mais frágeis ou idosos, sobretudo, dentro das famílias: isso está refletindo um maior comprometimento dos serviços hospitalares", diz o documento.

O chefe do Departamento de Prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, também reforçou a preocupação com a constante alta nos números, após sucessivas quedas.

"Os números de casos de Covid-19 aumentam pela sétima semana seguida, com o Rt [que calcula o índice de contágios] pouco acima de 1. Há focos espalhados por todo o país, a idade média está aumentando. Isso quer dizer que, evidentemente, há transmissão intrafamiliar", ressaltou Rezza.

No entanto, o que mais causa preocupação é a taxa de internação hospitalar, que vem tendo alta em praticamente todas as regiões italianas.

No plano nacional, a taxa de ocupação subiu de 2% a 4% em setembro na comparação com o período entre 17 e 30 de agosto e, especificamente, o índice nas unidades de terapia intensiva subiu de 1% para 2% no mesmo período, sendo que algumas regiões já têm taxas acima de 5%.

*Com informações da Ansa

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