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Itália descarta adiar 2ª dose de vacina anti-covid

Checagem de temperatura na fronteira entre Itália e Áustria durante a pandemia do novo coronavírus - Jan Hetfleisch / Getty Images
Checagem de temperatura na fronteira entre Itália e Áustria durante a pandemia do novo coronavírus Imagem: Jan Hetfleisch / Getty Images

14/01/2021 11h13Atualizada em 14/01/2021 12h40

ROMA, 14 JAN (ANSA) - As autoridades sanitárias da Itália rechaçaram a ideia de adiar a aplicação da segunda dose da vacina contra o novo coronavírus, ao contrário do que tem sido feito no Reino Unido.

O governo britânico ampliou o tempo entre a primeira e a segunda dose do imunizante da Biontech/Pfizer de 21 dias para 12 semanas, em uma estratégia que provoca controvérsia na comunidade científica.

A ideia do Reino Unido é permitir que o maior número possível de pessoas tome a primeira dose mais rapidamente, apostando que ela já garante alguma proteção contra a Covid-19.

No entanto, segundo o comitê de vigilância da vacinação criado pela Agência Italiana de Medicamentos (Aifa), é necessário "respeitar as indicações de administração de duas doses" relativas às vacinas aprovadas.

"Não sabemos quanto tempo dura a imunidade após a primeira dose", alertou a entidade em seu website. A Itália usa os dois imunizantes autorizados pela União Europeia, da Biontech/Pfizer e da Moderna, e já administrou a primeira dose em 885.814 pessoas, o equivalente a 1,47% da população.

O Reino Unido, que começou sua campanha cerca de 20 dias antes, já aplicou a primeira dose em 4,52% de seus habitantes. A Pfizer e a Moderna dizem que a segunda dose deve ser administrada o mais perto possível do intervalo entre 21 e 28 dias após a primeira.

O presidente do Conselho Superior da Saúde da Itália, Franco Locatelli, afirmou que alongar o prazo entre a primeira e a segunda dose seria entrar em um "plano desconhecido". "Faltariam certezas", acrescentou. (ANSA).

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