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Após vitória no Senado, premiê da Itália se reúne com presidente

20/01/2021 14h25

ROMA, 20 JAN (ANSA) - Após sobreviver ao voto de confiança no Parlamento, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, se reunirá nesta quarta-feira (20) com o presidente da República, Sergio Mattarella, para discutir a situação do governo.   

O premiê conseguiu a maioria absoluta na Câmara dos Deputados (321 votos de um total de 630), mas teve de se contentar com a maioria relativa no Senado (154 de 320), alcançada apenas graças à abstenção de 16 membros do partido de centro Itália Viva (IV).   

A legenda é liderada pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi e abriu uma crise política após romper com Conte por discordar de suas políticas para utilização de recursos da União Europeia.   

Na prática, o premiê não conta hoje com maioria absoluta no Senado para aprovar seus projetos. "Quem conhece a política sabe o que isso significa na atividade parlamentar e para a credibilidade institucional", declarou Renzi nesta quarta-feira em sua newsletter.   

Já a oposição conservadora, liderada pelo ex-ministro do Interior Matteo Salvini, pretende ir ao presidente Mattarella para denunciar uma "situação insustentável" no Parlamento.   

Conte, por sua vez, vai conduzir negociações nos próximos dias para ampliar sua bancada, de forma a ter maioria absoluta no Senado e reforçar sua posição na Câmara.   

No entanto, uma simples derrota em uma votação no Parlamento poderia representar um golpe de misericórdia no governo.   

As alternativas do primeiro-ministro são reabrir tratativas com o Itália Viva (ou com parlamentares insatisfeitos com a linha adotada por Renzi) ou negociar com legendas de centro-direita - dois senadores do Força Itália (FI), partido de Silvio Berlusconi, deram seu voto de confiança a Conte e foram expulsos pela sigla.   

A situação do premiê também é frágil porque ele contou com o apoio de senadores dissidentes do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) que não estão totalmente alinhados ao governo. A saída do IV ainda fez a base aliada perder o controle de comissões importantes no Senado, como as de Orçamento e Constituição.   

Além do M5S, Conte tem hoje o apoio sólido do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), de legendas nanicas do campo progressista e de representantes das minorias linguísticas e dos italianos no exterior. (ANSA).   

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