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Itália estuda acionar Pfizer na Justiça por atraso nas entregas da vacina

O acordo com a Pfizer previa o fornecimento de 562.770 doses à Itália nesta semana, mas a multinacional decidiu reduzir unilateralmente o abastecimento em toda a União Europeia - Divulgação
O acordo com a Pfizer previa o fornecimento de 562.770 doses à Itália nesta semana, mas a multinacional decidiu reduzir unilateralmente o abastecimento em toda a União Europeia Imagem: Divulgação

Em Roma

20/01/2021 13h16

O governo da Itália ativou a Advocacia-Geral do Estado por conta do atraso nas entregas da vacina contra o novo coronavírus pela multinacional americana Pfizer.

O objetivo é verificar um possível descumprimento do contrato e avaliar possíveis ações contra a empresa para proteger os interesses do país e dos cidadãos.

O acordo com a Pfizer previa o fornecimento de 562.770 doses à Itália nesta semana, mas a multinacional decidiu reduzir unilateralmente o abastecimento em toda a União Europeia para readequar sua fábrica na Bélgica para um aumento na capacidade de produção.

Com isso, a Itália recebeu 29% a menos nesta semana e também deve ter uma redução na semana que vem. "O comportamento da Pfizer é gravíssimo. A Advocacia do Estado foi acionada para uma ação legal sobre a diminuição das entregas", diz uma nota do Movimento 5 Estrelas (M5S), maior partido da base governista.

O atraso provocou uma drástica redução no ritmo de vacinação na Itália, que havia aplicado a primeira dose do imunizante da Biontech/Pfizer em cerca de 1,1 milhão de pessoas até o fim da semana passada.

Desde o último domingo (17), no entanto, apenas pouco mais de 100 mil pessoas foram vacinadas (contando também o imunizante da Moderna), já que os governos regionais estão reservando ampolas para a segunda dose, que começou a ser aplicada no fim de semana.

Até o momento, 5.864 pessoas tomaram as duas doses no país.

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