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Papa autoriza beatificação de padre antifascista italiano

21/01/2021 10h57

VATICANO, 21 JAN (ANSA) - O papa Francisco reconheceu o martírio do "padre partisan" italiano Giovanni Fornasini, assassinado pelos nazistas em outubro de 1944.   

O líder da Igreja Católica autorizou nesta quinta-feira (21) a promulgação do decreto que abre caminho para a beatificação do "servo de Deus", título concedido àqueles cujo processo de canonização foi iniciado oficialmente.   

Nascido em 23 de fevereiro de 1915, em Lizzano in Belvedere, no norte da Itália, dom Giovanni se tornou padre na vizinha Marzabotto em agosto de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, e no ano seguinte mandou tocar os sinos de sua igreja para celebrar a destituição de Benito Mussolini.   

Com a instauração de um Estado fantoche pelos nazistas no norte da Itália, o sacerdote se empenhou ativamente na Resistência, aproximando-se da brigada partisan Estrela Vermelha.   

Dom Giovanni acabou assassinado a sangue frio em 13 de outubro de 1944, após ter acusado um oficial nazista de envolvimento no "massacre de Marzabotto", quando quase mil civis foram mortos pelas tropas alemãs em represália à Resistência.   

O corpo do padre seria encontrado decapitado apenas no início do ano seguinte.   

Virtudes heroicas - Francisco também reconheceu as "virtudes heroicas" do médico Jérôme Lejeune (1926-1994), descobridor da anomalia cromossômica que causa a síndrome de Down.   

Lejeune também foi o primeiro presidente da Pontifícia Academia para a Vida, instituída por João Paulo II em 1994. O reconhecimento das "virtudes heroicas" comprova os requisitos de vida necessários para o início formal do processo de canonização. (ANSA).   

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