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Governo de SP adia início da aulas e reabre hospital de campanha

22/01/2021 14h40

SÃO PAULO, 22 JAN (ANSA) - Após mais uma semana de piora nos números da Covid-19 em São Paulo, o governo do estado anunciou nesta sexta-feira (22) o endurecimento das medidas de restrição para conter a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.   


As novas regras incluem a reclassificação das cidades de São Paulo, com a regressão dos municípios para as fases laranja e vermelha, a reabertura do hospital de campanha de Heliópolis e o adiamento do início das aulas. As restrições entrarão em vigor a partir da próxima segunda-feira (25).   


Durante coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, o governador João Doria explicou que, além da Grande São Paulo, que passará para a zona laranja - que prevê o fechamento de bares para atendimento presencial e funcionamento de restaurantes apenas até as 20h, com capacidade reduzida -, outras seis regiões serão colocadas na fase vermelha, a mais restritiva.   


"Sem vida não há economia. Sem a existência [das pessoas], não há processo econômico que sobreviva. Precisamos das pessoas vivas, primeiro", disse Doria.   


Segundo a atualização do Plano São Paulo, Bauru, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté saem da cor laranja para a vermelha. Barretos, por sua vez, passará da amarela direto para a vermelha, se unido a Marília.   


Além disso, Araraquara, São João da Boa Vista, Campinas, Grande São Paulo e Baixada Santista deixam a fase amarela e vão para a laranja.   


O governo paulista também determinou que todas as regiões do estado serão colocadas na fase vermelha aos finais de semana e feriados, na qual somente serviços essenciais poderão funcionar.   


A medida será válida, inicialmente, por dois finais de semana, até 7 de fevereiro.   


Doria ainda informou que o Hospital de campanha de Heliópolis, com 24 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), será reaberto no dia 25 de fevereiro. Com isso, mais 756 novos leitos ficarão disponíveis para o enfrentamento da Covid-19 no estado de São Paulo, que tem uma morte a cada seis minutos, de acordo com o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo.   


"O que a gente prevê como cenário nos próximos dias não são tranquilizadores, muito pelo contrário, são muito sombrios", disse o executivo, ressaltando que o estado pode correr o risco de não ter mais leitos de UTI para pacientes infectados.   


Em decorrência do agravamento da pandemia, as autoridades paulistas também recomendaram que os hospitais cancelem cirurgias eletivas, já que o estado pode esgotar sua capacidade de leitos de UTI em 28 dias, caso o ritmo atual de novas internações por Covid-19 se mantenha.   


Em relação às escolas, o governo de SP decidiu adiar em uma semana, para 8 de fevereiro, o início das aulas na rede estadual de ensino e suspender a obrigatoriedade da presença física dos estudantes em sala.   


Com isso, as escolas públicas poderão funcionar presencialmente com até 35% dos alunos nas fases laranja e vermelha.   


Desde o início da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020, São Paulo registrou 1,66 milhão de casos e 50,6 mil mortes.   


(ANSA)
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