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Após 100 mil mortes, Johnson diz que assume responsabilidades

27/01/2021 10h52

LONDRES, 27 JAN (ANSA) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta quarta-feira (27) que assume as "responsabilidades" pelas ações do governo na pandemia de Covid-19 durante uma sessão da Câmara dos Comuns. Um dia antes, os britânicos superaram a marca de 100 mil mortes pela doença, sendo os primeiros europeus a terem tais números.   

Durante a sessão, o líder da oposição do Partido Trabalhista, Keir Starmer, acusou Johnson de ter reagido "de maneira muito lenta" contra a ameaça da doença, como nos casos de implantar os lockdown, fechar fronteiras e de não controlar a importação de casos de outros países.   

"Assumo, obviamente, plena responsabilidade por cada decisão tomada pelo governo", afirmou o primeiro-ministro acrescentando que "haverá tempo para refletir" e para "aprender lições necessárias" para conseguir se preparar melhor para futuras pandemias.   

No entanto, ele reforçou que esse é o momento de enfrentar a crise e acelerar a campanha de vacinação nacional. Johnson disse que está fazendo "todo o possível" para garantir a imunização da população e proteger a população, mas que isso "não tem resposta fácil" porque a pandemia é sem precedentes e afeta todo o mundo.   

O Reino Unido é o país europeu mais afetado em números totais da crise sanitária - sem levar em conta o tamanho da população - tendo registrado até a manhã desta quarta-feira (27) 100.359 óbitos e 3.700.268 casos confirmados da doença.   

No primeiro ranking, os britânicos ficam atrás apenas dos Estados Unidos, Brasil, Índia e México. Já no segundo, está atrás dos EUA, Brasil, Índia e Rússia.   

O Reino Unido é o que mais vacinou em números totais no continente europeu, com quase sete milhões de imunizados, e foi o primeiro ocidental a aprovar uma vacina para uso emergencial.   

No início da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, Johnson foi um dos líderes internacionais que minimizavam a crise sanitária, chegando a ironizar que em suas visitas aos hospitais, "cumprimentava" todos os funcionários.   

Porém, após contrair a doença e chegar a ser internado em uma unidade de terapia intensiva, o premiê mudou sua postura e começou a adotar medidas mais restritivas e de rastreamento.   

(ANSA).   

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