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Partidos tentam reconstruir coalizão pró-Conte na Itália

01/02/2021 14h49

ROMA, 1 FEV (ANSA) - Os partidos que apoiavam o primeiro-ministro demissionário da Itália, Giuseppe Conte, abriram negociações nesta segunda-feira (1º) para definir um programa de governo que permita o restabelecimento da coalizão.   

As tratativas são mediadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Roberto Fico (M5S), que recebeu um mandato exploratório do chefe de Estado Sergio Mattarella e precisa levar uma resposta à Presidência da República nesta terça (2).   

O principal objetivo é tentar reconstruir a aliança entre os partidos pró-Conte e a legenda de centro Itália Viva (IV), do ex-premiê Matteo Renzi, que desencadeou uma crise política ao retirar seu apoio ao governo, em 13 de janeiro.   

Depois do racha, o primeiro-ministro chegou a sobreviver a um voto de confiança no Parlamento, mas como obteve apenas uma maioria relativa no Senado, decidiu renunciar ao cargo antes que o governo fosse derrotado em alguma votação.   

Inicialmente, Conte tentou atrair dissidentes do IV e da oposição conservadora, mas seus esforços foram insuficientes para garantir maioria absoluta no Senado. Dessa forma, cooptar novamente o partido de Renzi é a única saída para o premiê seguir no poder.   

Além do IV, as negociações incluem o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), o centro-esquerdista Partido Democrático (PD), a coalizão progressista Livres e Iguais (LeU), o Movimento Associativo dos Italianos no Exterior (Maie), legendas de minorias linguísticas e alguns parlamentares independentes.   

"Espero que tenhamos um novo governo até o fim desta semana, e ele deverá ser um governo de pessoas capazes e merecedoras", disse Renzi em sua newsletter nesta segunda-feira. Quase todos os partidos expressaram o desejo de manter Conte no cargo de premiê, com exceção do Itália Viva, que mantém aberta a possibilidade de empossar outro chefe de governo.   

Os principais entraves que separam sobretudo o IV de M5S e PD são a gestão dos recursos do fundo de recuperação da União Europeia para o pós-pandemia e questões econômicas e de Justiça.   

O partido de Renzi acusa o M5S de adotar uma postura justicialista e pede mais ênfase das políticas do governo em investimentos, ao invés de programas sociais. (ANSA).   

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