PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Variante brasileira representa 4,3% dos novos casos na Itália

Idoso é vacinado na primeira fase de imunização contra a covid-19 em Roma, na Itália - REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Idoso é vacinado na primeira fase de imunização contra a covid-19 em Roma, na Itália Imagem: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

03/03/2021 08h56

A variante brasileira do coronavírus Sars-CoV-2 já corresponde a 4,3% dos novos casos detectados na Itália, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Superior da Saúde (ISS) do país europeu.

A projeção é resultado de um estudo que analisou o sequenciamento genético de 1.239 amostras do vírus provenientes de pessoas diagnosticadas com RT-PCR em 18 de fevereiro. Essa é a primeira vez que o ISS estima o nível de disseminação da variante P.1 na Itália, e os dados serão atualizados periodicamente.

Segundo o instituto, a difusão da variante brasileira ocorre em quatro regiões fronteiriças no centro e no centro-norte da península: Úmbria (36,2% dos novos casos), Toscana (23,8%), Lazio (13,2%) e Marcas (7,9%). Também foram detectados contágios pela P.1 em outras duas regiões: Campânia, no sul, com 2,3%, e Emilia-Romagna, no norte, com 2%.

O estudo do ISS não registrou casos da variante brasileira nas outras 14 regiões da Itália. "Recomendamos continuar a vigilância genética para estimar a transmissibilidade relativa da P.1, considerando sua clara expansão geográfica a partir do epicentro na Úmbria para o Lazio e a Toscana", diz o instituto.

O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou ainda que é preciso "intervir cirurgicamente" para evitar que a variante brasileira continue se espalhando. "É importante que sejam adotadas medidas o mais restritivas possível", acrescentou.

Ainda de acordo com a pesquisa, a variante britânica já corresponde a 54% dos novos casos do Sars-CoV-2 na Itália, enquanto a sul-africana apresenta índice de 0,4%. Na primeira semana de fevereiro, a prevalência da variante britânica era de 17,8%, o que mostra como ela rapidamente se tornou predominante na Itália.

Todas essas três variantes aparentam ser mais transmissíveis que o vírus original, porém estudos ainda estão em curso para avaliar sua capacidade de evadir a imunidade propiciada por infecções anteriores ou vacinas.

Coronavírus