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Tribunal italiano autoriza suspender quem recusar a se vacinar

A decisão foi apoiada pela juíza Anna Travia, que também rejeitou um recurso apresentado contra a suspensão de 10 profissionais de saúde - iStock
A decisão foi apoiada pela juíza Anna Travia, que também rejeitou um recurso apresentado contra a suspensão de 10 profissionais de saúde Imagem: iStock

23/03/2021 10h58

BELLUNO, 23 MAR (ANSA) - Um tribunal da província de Belluno, na Itália, autorizou nesta terça-feira (23) a suspensão de trabalhadores que se recusarem a tomar a vacina contra o novo coronavírus.

A decisão foi apoiada pela juíza Anna Travia, que também rejeitou um recurso apresentado contra a suspensão de 10 profissionais de saúde locais. Nenhum deles vão receber seus salários durante o período que estiverem afastados.

De acordo com o jornal "Corriere del Veneto", os trabalhadores eram funcionários de duas casas de repouso em Belluno. Todos eles decidiram não tomar o imunizante da Pfizer/BioNTech em fevereiro.

Com a recusa, os médicos declararam os indivíduos como "inaptos para o serviço". As operadoras contrárias à vacina apresentaram uma queixa ao tribunal, argumentando que a Constituição garante a liberdade da escolha de tomar ou não o imunizante. No entanto, a juíza considerou como "inexistente" os motivos apresentados.

Segundo dados do Instituto Superior de Saúde (ISS), os números de mortes e casos de Covid-19 entre os idosos italianos que vivem em residências sanitárias assistenciais (RSA) começaram a cair depois do início da campanha de vacinação.

Na última semana de fevereiro e nas primeiras de março, a taxa de incidência atingiu valores iguais ou inferiores aos registrados nos primeiros dias de outubro (0,6%), um contraste com a tendência geral da epidemia no país.

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