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1 mês

Promotor diz que Salvini não deve ser julgado por sequestro

10/04/2021 10h28

CATANIA, 10 ABR (ANSA) - Durante audiência preliminar neste sábado (10) no tribunal de Catânia, o promotor italiano Andrea Bonomo disse que o ex-ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, não deve ser julgado por sequestro de pessoas e bloqueio de migrantes no mar.   

O caso diz respeito a uma ordem de Salvini, então ministro do Interior, para impedir o desembarque de 131 deslocados internacionais que haviam sido salvos pelo navio Gregoretti, da Guarda Costeira italiana, em julho de 2019.   

A maior parte dos migrantes (116) ficou presa na embarcação durante cinco dias, até que Roma fechasse um acordo de acolhimento com outros países da União Europeia (UE).   

A acusação diz que Salvini sequestrou os migrantes, mantendo-os no mar sob forte calor.   

Para Bonomo, no entanto, o líder do partido ultranacionalista Liga "não violou nenhum dos tratados internacionais", principalmente porque as escolhas foram "compartilhadas pelo governo" e sua posição "não integra os detalhes do crime de sequestro".   

A argumentação foi apresentada ao juiz preliminar de Catânia, Nunzio Sarpietro, e afirma que o fato não existe, porque Salvini autorizou que o navio da guarda costeira prestasse assistência médica e suporte básico aos migrantes.   

Além disso, Bonomo acrescentou que o governo apoiou a decisão do ex-ministro e sua política em geral, uma vez que a coalizão pediu à Europa para debater um mecanismo diferente para alocar migrantes no bloco.   

O Ministério Público de Catânia já havia escrito que "a espera de três dias não pode ser considerada uma privação ilegítima de 'liberdade'", visto que as "limitações continuaram no hot spot em Pozzallo" e que "não há obrigação para o Estado de um desembarque imediato".   

Salvini, por sua vez, disse estar tranquilo porque agiu no interesse nacional e que o governo apoiou sua iniciativa. "Ouvir hoje o Ministério Público dizer que respeitei os regulamentos italianos e internacionais, salvei vidas e fiz o meu trabalho e não cometi nenhum crime, isso me recompensa por meses e meses de amargura", afirmou.   

A decisão definitiva sobre a abertura de um processo contra o atual senador por sequestro será divulgada no próximo dia 14 de maio. O juiz Sarpietro será o responsável por decidir se o líder de extrema direita deve se sentar ou não no banco dos réus.   

(ANSA)
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