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Itália faz operação para cumprir mandados de ameaças ao presidente em redes

O presidente italiano, Sergio Mattarella, foi ameaçado nas redes sociais - Alessandro Bianchi/Reuters
O presidente italiano, Sergio Mattarella, foi ameaçado nas redes sociais Imagem: Alessandro Bianchi/Reuters

Da Ansa, em Roma

11/05/2021 11h07

O Grupo de Operações Especiais (ROS) da Arma dos Carabineiros da Itália fez uma operação em oito cidades nesta terça-feira (11) contra 11 pessoas acusadas de insultos e ameaças contra o presidente do país, Sergio Mattarella, nas redes sociais.

Conforme informações oficiais, os policiais apreenderam documentos e equipamentos em Roma, Latina, Pádua, Bolonha, Trento, Perugia, Turim e Verbania. Todos responderão aos crimes de ofensa da honra e prestígio do presidente da República e instigação para o crime.

A investigação foi iniciada pela Procuradoria de Roma em agosto do ano passado contra um homem de 46 anos de Lecce, acusado dos mesmos crimes por postagens feitas no Twitter. As análises do ROS revelaram, a partir de então, uma elaborada estratégia de agressões às instituições italianas através das redes sociais.

Com apoio da Repartição de Investigações Telemáticas, foram detectadas numerosas postagens ofensivas entre abril de 2020 e fevereiro de 2021 que eram feitas pela rede de investigados. Os sujeitos envolvidos têm entre 44 e 65 anos e têm diversas profissões, incluindo um professor de História da Universidade de Molise, um oculista, dois jornalistas e um aposentado.

Ainda conforme os agentes, os investigados têm ligações com grupos de militantes supremacistas brancos e antissemitas. O ROS considera os 11 suspeitos como militantes de extrema-direita e que usaram a pandemia de Covid-19 para fazer uma ação organizada contra Mattarella.

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