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Assassinato de 2 meninos e um idoso deixa Itália em choque

De acordo com a polícia italiana, o atirador não estava em tratamento para "doenças de caráter psiquiátrico" - Getty Images/iStockphoto
De acordo com a polícia italiana, o atirador não estava em tratamento para 'doenças de caráter psiquiátrico' Imagem: Getty Images/iStockphoto

Da Ansa, em Roma

14/06/2021 11h49Atualizada em 14/06/2021 12h29

O assassinato de duas crianças e um idoso em Ardea, cidade de quase 50 mil habitantes na região metropolitana de Roma, deixou a Itália em choque ontem, e a polícia agora busca entender o que motivou o massacre.

O crime foi cometido por um cidadão italiano chamado Andrea Pignani, engenheiro informático desempregado de 35 anos de idade e que vivia com a mãe. Armado com uma pistola Beretta 7,65mm que pertencia a seu pai, falecido sete meses atrás, Pignani disparou contra os irmãos David e Daniel Fusinato, de cinco e 10 anos, respectivamente, e contra o aposentado Salvatore Ranieri, 74.

As duas crianças brincavam tranquilamente em um parquinho em Ardea, enquanto Ranieri passava de bicicleta e foi alvejado ao tentar proteger os irmãos. Após o triplo homicídio, Pignani voltou para sua casa e se suicidou, apesar das tentativas da polícia da fazê-lo se render.

Ainda não se sabe o que teria motivado o crime, mas a polícia constatou que o assassino não tinha relações de parentesco com as crianças nem com o idoso. O jornal Corriere della Sera chegou a publicar que, antes dos disparos, Pignani havia brigado com o pai dos irmãos Fusinato, Domenico, por "motivos fúteis".

No entanto, o advogado da família Fusinato, Diamante Ceci, garantiu nesta segunda-feira (14) que os pais do menino "nunca tinham visto o homicida". "Não houve nenhuma briga, ao contrário do que foi dito por alguma fonte não confiável", declarou.

Além disso, o atirador foi submetido a uma "consulta psiquiátrica" em 11 de maio, no pronto-socorro de um hospital na vizinha Ariccia, devido a um "estado de agitação psicomotora".

Na ocasião, Pignani foi levado "voluntariamente" de ambulância após uma briga com a mãe -- jornais italianos dizem que ele a havia ameaçado com uma faca.

Contudo, de acordo com a polícia, o atirador não estava em tratamento para "doenças de caráter psiquiátrico". No local do homicídio, moradores de Ardea colocaram flores, bichos de pelúcia e uma bola de futebol para homenagear os dois meninos mortos.

"Quando uma alma inocente é morta pelas mãos de um adulto, todos somos culpados. Perdoem-nos, pequenos, se puderem", diz uma mensagem deixada no memorial.

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