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Após bronca de premiê, Salvini se vacina contra covid

Primeiro indício de que Salvini, 48 anos, havia enfim se vacinado surgiu logo no início da manhã, em uma postagem nas redes -
Primeiro indício de que Salvini, 48 anos, havia enfim se vacinado surgiu logo no início da manhã, em uma postagem nas redes

23/07/2021 11h33Atualizada em 23/07/2021 12h42

ROMA, 23 JUL (ANSA) - Um dia após a bronca pública do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em políticos que pedem para pessoas não se vacinarem, o senador e líder de extrema direita Matteo Salvini tomou um imunizante contra a Covid-19 nesta sexta-feira (23), em Milão.

O primeiro indício de que Salvini, 48 anos, havia enfim se vacinado surgiu logo no início da manhã, quando o senador postou nas redes sociais uma foto em que é possível ver o código QR característico do certificado de imunização.

Segundo informações de bastidores, a foto foi tirada logo após o ex-ministro do Interior ter sido vacinado. Há apenas alguns dias, Salvini chegou a dizer que a imunização contra a Covid "não servia" para menores de 40 anos e que ele se vacinaria quando "chegasse sua vez" - a vacinação para todas as faixas etárias na Itália está liberada desde o início de junho.

No entanto, na última quinta-feira (22), Draghi disse em coletiva de imprensa que quem pede que as pessoas não se imunizem está fazendo um "apelo à morte". O primeiro-ministro não citou nenhum nome, mas o próprio Salvini, que faz parte da base aliada, indicou ter interpretado a declaração como uma crítica indireta.

"O objetivo de todos, tanto meu como de Draghi, é salvar vidas, proteger os italianos, sua saúde, seu trabalho, sua liberdade.

Comunidades científicas e governos, como os de Alemanha e Reino Unido, que convidam à prudência em relação a vacinas para menores de idade também estão convidando a morrer?", rebateu.

Apesar da polêmica, Draghi determinou que, a partir de 6 de agosto, será necessário apresentar comprovante de vacinação, de cura ou de exame negativo para Covid-19 para entrar em cinemas, teatros, academias, piscinas públicas, feiras, congressos e áreas cobertas de bares e restaurantes.

Enquanto isso, outros políticos italianos estão sendo cobrados a se vacinar, como a deputada Giorgia Meloni, líder do ascendente partido de extrema direita Irmãos da Itália (FdI), e a prefeita de Roma, Virginia Raggi, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

"Os líderes do primeiro e do segundo partido da Itália [Salvini, então não vacinado, e Meloni] não se vacinaram. A prefeita da capital tampouco. Depois perguntam porque há 2,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos que não se vacinam", escreveu no Twitter o candidato a prefeito de Roma Carlo Calenda, de centro, na última quarta (21).

Um dia depois, Raggi veio a público para dizer que não é "contra vacinas". A prefeita alega que não se imunizou porque ainda tem "alto nível de anticorpos", após ter contraído o novo coronavírus em novembro passado, há oito meses.

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