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Estudo mostra impacto da vacinação na diminuição de mortes por covid-19 na Itália

Vacinação na Itália teve impacto na diminuição de mortes - POOL/REUTERS
Vacinação na Itália teve impacto na diminuição de mortes Imagem: POOL/REUTERS

27/07/2021 11h39Atualizada em 27/07/2021 12h47

Um estudo divulgado hoje pelo ISS (Instituto Superior de Saúde), órgão ligado ao governo da Itália, mostrou que quase 99% das mortes por covid-19 no país desde fevereiro eram de pessoas que não haviam se vacinado ou completado o ciclo vacinal.

Os dados começaram a ser analisados a partir do dia 1º de fevereiro porque essa era a data que correspondia às cinco semanas necessárias para a conclusão do ciclo vacinal a partir do início da campanha nacional de imunização.

No período de análise, até o dia 21 de julho, foram 35.776 mortes confirmadas por covid-19. Dessas 98,8% eram de pessoas que não tinham se vacinado ou não completado o ciclo de imunização - duas doses das fórmulas da Pfizer/BioNTech, Moderna e Oxford/AstraZeneca ou uma da Janssen.

Do 1,2% de vítimas que tinham completado o ciclo (423 pessoas), o ISS destaca que a média etária era bastante elevada, em 88,6 anos, e eram pessoas com outros tipos de doença, que podem ter ajudado a impedir o desenvolvimento de anticorpos contra o coronavírus Sars-CoV-2 de maneira satisfatória.

"Os resultados aqui apresentados podem ter duas possibilidades de explicação. A primeira, é que os pacientes muito idosos e com várias patologias podem ter uma redução na resposta imunológica e, por isso, serem suscetíveis à infecção do Sars-CoV-2 e suas complicações mesmo vacinados. O segundo é que esse resultado pode ser explicado pelo fato que foi dada prioridade na vacinação para pessoas mais velhas e vulneráveis e que ainda representa a população com a maior prevalência de vacinação com o ciclo completo quando o estudo foi feito", finaliza o documento.

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