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1 mês

Copa a cada 2 anos 'tiraria importância' do evento, diz Maldini

14/10/2021 12h05

MILÃO, 14 OUT (ANSA) - O ex-zagueiro Paolo Maldini, um dos maiores ídolos da história do Milan, criticou nesta quinta-feira (14) a ideia da Fifa de disputar a Copa do Mundo a cada dois anos.   


Em uma entrevista à ANSA, o ex-jogador afirmou que a mudança "tiraria a importância" do megaevento esportivo.   


"Não acho que jogar a Copa do Mundo a cada dois anos seja uma boa ideia, isso tiraria a importância do evento esportivo mais único do mundo, apagando uma tradição secular. Eu espero, como um homem do esporte, que a Fifa abandone este projeto errado", disse o ex-capitão da seleção da Itália, hoje diretor técnico do Milan.   


Maldini acrescentou que a alteração traria "consequências muito negativas" na saúde dos jogadores. O italiano também confirmou que atletas, federações e clubes sabem que os benefícios "seriam muito poucos".   


"A eventual mudança, somado ao calendário proposto pela Fifa, teria consequências muito negativas na saúde psicofísica dos jogadores e no futuro das ligas nacionais, que sofreriam um impacto tremendo em um momento já muito delicado. Os atletas, federações e clubes estão cientes de que os possíveis benefícios seriam muito poucos se comparados aos vários riscos que tal decisão traria para o mundo do futebol", concluiu Maldini.   


O ex-defensor seguiu os mesmos passos que o presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina, o secretário-geral da Federação Internacional das Associações de Jogadores Profissionais (FifPro), Jonas Baer-Hoffmann, e o técnico da Azzurra, Roberto Mancini, que também criticaram a ideia da Fifa.   


A Associação Europeia de Clubes (ECA), que é chefiada pelo CEO do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, comentou que a alteração poderá trazer "efeitos destrutivos" ao futebol.   


O caminho que a Fifa precisará percorrer para chegar neste objetivo é longo e complicado, pois será necessário muitas negociações com todas as partes envolvidas. No entanto, a entidade máxima do futebol parece não temer as pedras que aparecerão em seu trajeto. (ANSA).   


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